
O Sistema FAEP, em conjunto com entidades como Ocepar, IDR-Paraná e a Secretaria da Agricultura (SEAB), protocolou nesta terça-feira (27) um documento técnico junto ao Instituto Água e Terra (IAT). O objetivo é solicitar ajustes urgentes nas regras de licenciamento ambiental no Paraná, visando reduzir a burocracia que hoje estagna o setor.
Impactos nas cadeias produtivas do Paraná
As atuais Instruções Normativas (INs), que regulamentam o Decreto 9.541/2025, trouxeram novos critérios que reclassificaram milhares de propriedades rurais. Essa mudança atinge diretamente as principais cadeias do estado, incluindo:
- Bovinocultura;
- Avicultura e Suinocultura;
- Aquicultura (Piscicultura);
- Projetos de Irrigação.
Na prática, a alteração normativa gerou insegurança jurídica e tornou os processos mais lentos e onerosos para o produtor rural.
O fim da agilidade do “Descomplica Rural”?
Antes das mudanças, o programa Descomplica Rural permitia que atividades de baixo impacto obtivessem a Dispensa de Licenciamento Ambiental (DLAE) de forma automática e digital. Com a nova regulamentação, o IAT passou a exigir a Licença Ambiental por Adesão e Compromisso (LAC), um processo mais complexo e caro.
“Mudar as regras agora torna o processo muito mais burocrático, muitas vezes inviabilizando atividades que geram riqueza para os municípios”, alerta Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema FAEP.
Propostas para desburocratização
As sugestões apresentadas pelo setor produtivo visam retomar a agilidade através de instrumentos como:
- DILA (Declaração de Inexigibilidade): Para casos onde o licenciamento não se aplica.
- DLAM (Declaração de Dispensa): Focada em atividades de baixo impacto ambiental.
O foco da FAEP é garantir que o processo de regularização volte a ser digital, ágil e de baixo custo, permitindo que o produtor foque na produção e no desenvolvimento econômico do Paraná.