SAÚDE

Vírus estavam “quietos”, mas voltaram com mais circulação de pessoas e frio

28 de maio de 2022 às 09:14
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Cascavel – Nas últimas semanas o registro das baixas temperaturas, comuns nessa época do ano, trouxe com ela o aparecimento dos vírus que estavam até então “esquecidos” devido ao isolamento que a pandemia da Covid-19 causou nos últimos dois anos. Este é o primeiro inverno sem máscaras e de pessoas circulando livremente, o que está refletindo em uma maior quantidade de transmissão dos vírus da categoria da SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), como Covid-19 e Influenza.

O médico Rodrigo Nicácio, que trabalha em uma central de telemedicina e regulação de empresa que opera convênios particulares, com longa experiência nos serviços de saúde de Cascavel e região, disse que independente da Covid-19, as síndromes respiratórias sempre aumentam nessa época do ano, principalmente nos municípios do Centro Sul, já que os vírus circulam mais entre as pessoas que elas ficam mais próximas. “Por causa do frio as pessoas fecham as janelas, dificultando manter os ambientes arejados e com as pessoas mais próximas aumentam as infecções”, explicou.

Outro fator importante, de acordo com o médico, é que nos últimos dois anos invernos, 2020 e 2021, as aulas presenciais estavam suspensas, as crianças não circularam, não frequentaram as salas de e, agora, uma boa parte delas voltaram a se encontrar sem máscaras, ou seja, “um monte de vírus que estavam quietos voltou a aparecer”. “Por isso as positivações estão muito maiores. Antes de cada dez casos um deles era positivo, hoje passou para seis ou sete positivos para Covid-19”, detalhou.

O restante dos casos acaba sendo outros vírus que estão circulando e causando tanto infecção respiratória, quanto atingindo o aparelho digestivo, provocando diarreia e vômito. “É uma situação que sempre aconteceu no inverno, mas que este ano veio mais forte pelo aumento dos casos de Covid que cresceram e com os outros vírus que voltaram a circular”, disse o médico.

 

FOCO NA PREVENÇÃO

Maria Fernanda Ferreira, médica da 10ª Regional de Saúde, relatou que antes da pandemia da Covid-19, já era tradicional o aumento de casos no outono e inverno, porém, agora a predominância é da Covid-19, mas com a presença de outros como a Influenza. Ela reforçou que com a chegada das temperaturas mais baixas, é importante manter os cuidados de prevenção, como lavar as mãos, usar o álcool em gel e, em caso de apresentar sintomas, ficar em casa e até isolado, evitando a transmissão para as crianças e idosos que são mais suscetíveis.

A médica reforçou ainda que pessoas que tenham sintomas respiratórios devem procurar um médico, já que existem ainda as bactérias que causam infecções de ouvido, garganta e, por isso, o atendimento médico vai destinar a medicação correta.

 

Infogripe

Segundo o Boletim Infogripe divulgado nesta semana pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), chegou a 20 o número de capitais brasileiras com tendência de aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), entre elas, a capital paranaense:Curitiba. Há um sinal contínuo de aumento dos casos de Covid-19 em todas as regiões do país.  As síndromes vêm sendo monitoradas como parâmetro para acompanhar a pandemia e a Covid-19 no país desde 2020. Em crianças de até 4 anos, o boletim aponta que continua a predominância do Vírus Sincicial Respiratório, seguido pelo rinovírus e pelo metapneumovírus.

Nesta semana, a Secretaria de Estado da Saúde também reforçou a recomendação da utilização de máscaras em ambientes fechados e situações de risco, embora o uso não seja obrigatório, e alertou para a importância da continuidade da vacinação. A máscara continua sendo importante em locais com aglomerações de pessoas, acesso e atendimento em unidades de saúde e por pessoas elencadas como grupos de risco.

O secretário de Estado da Saúde, César Neves, disse que a vacinação tem evitado o agravamento da Covid-19 e da gripe. Dados apontam que em maio o Paraná registra pouco mais de 49 mil casos de Covid-19, um aumento de quase 80% comparado a abril, quando o Estado somou 27,4 mil diagnósticos positivos e que a cobertura vacinal precisa continuar em alta.

 

Foto: Gettyimages/Sesa

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