Em torno de cem pequenos produtores rurais de toda a região oeste do Paraná participaram ontem, na sede do Iapar (Instituto Agronômico do Paraná) em Santa Tereza do Oeste, da 2ª Jornada Tecnológica em Fruticultura.

O foco foram os parreirais com apresentação de 12 variedades totalmente adaptadas ao solo e ao clima da região. “Essas opções foram pesquisadas e estão à disposição dos produtores como uma excelente opção para diversificação da propriedade, agregar valor ao seu produto e garantir a permanência dele e dos filhos no campo”, conta a pesquisadora do Iapar e doutora Alessandra Detoni.

Dentre as variedades, três são consideradas novidades para a região. Das 12 opções de cultivo, nove são para o processamento, como sucos, vinhos e vinagre, e três para mesa.

O encontro contou com o apoio da Fapeagro (Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento do Agronegócio) e da Itaipu Binacional.

Para a pesquisadora, apresentações de cultivo como essa são fundamentais para a diversificação e revelar novas propostas ao campo. Na região, o número de viticultores vinha caindo nos últimos anos, mas, segundo levantamento dos escritórios regionais do Instituto Emater, eles têm voltado a saltar aos olhos do produtor. O motivo está nos resultados financeiros que o segmento da fruticultura pode apresentar.

Mercado

E a Jornada também se mostrou eficaz na aproximação entre aqueles que desejam vender e os que estão dispostos a comprar.

Darcy Griss tem uma pequena vinícola em Palotina onde produz vinhos artesanais secos. São cerca de 3 mil litros da bebida por ano que abastecem o mercado regional. Todos os anos ele busca uvas em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Na safra passada foram seis toneladas da fruta. Para os próximos anos ele aposta em um mercado regional que consiga lhe abastecer. “Se eu encontrar na região quem plante as uvas, eu compro. Viemos em um grupo de 12 pessoas de Palotina para conhecer de perto o cultivo e os resultados”, completou.

No parreiral experimental do Iapar, as uvas ainda não estão prontas para colheita, mas Darcy considera que está disposto a comprar o excedente até mesmo do instituto diante da dificuldade de encontrar a fruta no mercado regional.

Estudantes e técnicos agropecuários também participaram do encontro. A proposta é para que todos sirvam de facilitadores e incentivadores da cultura no campo.

O dia de campo contou com três palestrantes voltados a todas as etapas do cultivo.