SAÚDE

Varíola dos macacos: uso de máscara pode segurar entrada da doença no país

25 de maio de 2022 às 08:19
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Brasília – A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) emitiu nota, ontem (24), reforçando a necessidade de adoção de medidas “não farmacológicas”, como distanciamento físico, uso de máscaras de proteção e higienização frequente das mãos, em aeroportos e aeronaves, para retardar a entrada da varíola dos macacos no Brasil. O vírus que está deixando autoridades de saúde em alerta, devido ao aumento do número de casos no mundo.

A varíola de macaco é uma doença ainda pouco conhecida porque a incidência é maior na África. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) existem até o momento 131 casos confirmados de varíola dos macacos, registrados fora do continente africano e 106 outros casos suspeitos, desde que o primeiro foi confirmado no dia 7 de maio.

Segundo a nota, a Anvisa mantém alerta e vigilância quanto ao cenário epidemiológico nacional e internacional, acompanhando os dados disponíveis e a evolução da doença, a fim de ajustar as medidas sanitárias oportunamente, caso seja necessário à proteção da saúde da população. De acordo com a agência, essas recomendações protegem não só contra a varíola e a Covid-19, mas também contra muitas doenças infectocontagiosas.

Conforme a OMS, embora o surto seja incomum, ele pode ser contido e limitado, e por isso, está convocando mais reuniões para apoiar os Estados-membros com mais conselhos sobre como lidar com a situação. A varíola dos macacos é uma infecção viral geralmente leve que é endêmica em partes da África Ocidental e Central. Ela se espalha principalmente por contato próximo e, até o recente surto, raramente era vista em outras partes do mundo. A maioria dos casos recentes foi relatada na Europa.

 

Monitoramento

Diante do quadro, o Ministério da Saúde criou uma sala de situação para monitorar o cenário da varíola dos macacos no Brasil. A medida, anunciada pela pasta na noite de segunda-feira (23), tem como objetivo elaborar um plano de ação para o rastreamento de casos suspeitos e na definição do diagnóstico clínico e laboratorial para a doença.

O Ministério da Saúde informou em nota que “até o momento, não há notificação de casos suspeitos da doença no país”. No entanto, eles encaminharam aos estados um comunicado de risco sobre a patologia, com orientações aos profissionais de saúde e informações disponíveis até o momento sobre a doença. Nesta sala, será elaborado um plano de ação para o rastreamento de casos suspeitos e na definição do diagnóstico clínico e laboratorial para a doença.

 

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