Cascavel – A Aduinoeste (Sindicato de Docentes da Unioeste) deliberou indicativo de greve em assembleia emergencial realizada na tarde de ontem.

Além do debate sobre a data-base da categoria, que mudou de maio para janeiro, os professores estiveram reunidos para discutir canais de mobilização a fim de evitar que o governo não cumpra com a revisão geral de salários da categoria.

Informações já divulgadas pela imprensa dão conta que o Governo do Paraná deve encaminhar projeto de lei à Assembleia Legislativa que revogará acordo definido no ano passado, após a greve de professores, para a reposição de perdas salariais do funcionalismo público.

“Faremos mobilizações e reuniões e caso o governo apresente essa proposta, faremos o chamamento de outra assembleia o quanto antes para deliberar a greve”, afirma o presidente da Aduinoeste, Luiz Fernando Reis.

Segundo ele, o lucro obtido pelo Estado com a receita nos últimos quatro anos justifica que os direitos dos docentes não podem ser extintos. “De 2011 a 2015 houve aumento de 27% da receita. O que esperamos é a reposição prevista pela inflação e caso ela seja barrada, teremos uma perda de quase 20% em dois anos”, ressalta Reis. Ele acrescenta que só com o montante no fundo da previdência o governo fará uso de R$ 1,9 bilhão.

Ainda não há previsão de quando o projeto seja encaminhado à Assembleia, mas a categoria acredita que isso possa ocorrer até mesmo depois das eleições, devido a interesse políticos.

SERVIDORES AMEAÇADOS

Diante da ameaça da revisão geral de salários, o Sinteoeste (Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos do Ensino Superior do Oeste do Paraná) também deliberou indicativo de greve em assembleia geral com servidores da Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná) e do HU (Hospital Universitário), na tarde de ontem.

No início desta semana, representantes do FES (Fórum das Entidades Sindicais do Paraná) estiveram na Assembleia e entregaram documento aos parlamentares com o posicionamento contrários dos servidores públicos do Estado à medida discutida pelo governo.