Nenhuma empresa se interessou pelo chamamento público da Cohavel (Companhia Municipal de Habitação de Cascavel) para construção de unidades habitacionais na área invadida do Jardim Veneza, zona leste da cidade. O certame foi realizado ontem, no entanto, as participantes fizeram propostas apenas para construção de casas ou apartamentos no Interlagos, Esmeralda e outra área desocupada do Veneza.

Com isso, o Município segue com um plano secundário: tentará regularizar os terrenos ocupados por 186 famílias. “Esse chamamento público de construção de 530 unidades no Veneza era uma das soluções possíveis. Como não houve interesse, vamos iniciar um processo de regularização dos imóveis para dar condições aos moradores construírem as casas”, diz o presidente da Cohavel, Nei Haveroth.

A área está ocupada há um ano e meio, desde a reintegração de posse feita por mais de 700 policiais, dezenas de viaturas e um helicóptero. Essas famílias que hoje estão no Jardim Veneza foram expulsas da área do Jardim Gramado – elas ficaram na área por 17 anos em lotes que pertencem a Transcontinental Empreendimentos, do Rio Grande do Sul. Ano passado um acordo na Promotoria Pública tinha estabelecido que em um ano a Prefeitura deveria providenciar toda infraestrutura: asfalto, água e iluminação.

Social

A regularização ainda é uma das hipóteses mais possíveis: a Cohavel pretende dividir os terrenos e estabelecer um valor de interesse social dos terrenos, dando condições para que as famílias possam comprá-los. Um valor cogitado é de R$ 100 o metro quadrado – uma média de R$ 20 mil o imóvel de 200 metros quadrados. “É do nosso interesse resolver esse impasse o mais breve possível, tanto que criamos esse chamamento público, no entanto, não houve interessados”, diz Haveroth.

Outros empreendimentos

As empresas participantes do chamamento público realizado ontem na Prefeitura apresentaram propostas para construir moradias no Interlagos, Esmeralda e Veneza – exceto a área invadida. A vencedora do certame – que ainda passará por análise documental da Caixa Econômica Federal – apresentou projeto para edificar 900 moradias: acima do limite de 530 estabelecido na liberação da própria Caixa. Por isso, agora depende apenas dela o aval para a contratação do serviço para reduzir a fila de espera por moradias: são três mil famílias com cadastros atualizados no Programa Minha Casa, Minha Vida no Município.