O Sistema CNA/Senar/ICNA iniciou um levantamento inédito para coletar dados sobre a situação da criminalidade no meio rural. A 1ª Pesquisa Nacional de Vitimização Rural é mais uma ação do Observatório da Criminalidade no Campo e está sendo elaborada pelo Instituto CNA e SSP/DF (Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal), região onde será feito o projeto piloto.

A pesquisa será aplicada pelos técnicos de campo da Assistência Técnica e Gerencial do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural no DF durante visitas mensais às propriedades. Para isso, os profissionais participaram de um treinamento na Federação de Agricultura e Pecuária do Distrito Federal.

“Essa pesquisa será muito importante para podermos conhecer a realidade da criminalidade no campo no Brasil. Temos ausência de informações da real situação do crime no meio rural. Por isso, esse levantamento vai nos ajudar a entender quais são os problemas que os produtores sofrem no dia a dia”, afirmou o coordenador técnico do Instituto CNA, Carlos Frederico Ribeiro.

O levantamento será feito em 225 propriedades rurais atendidas pela assistência técnica do Senar em todo o Distrito Federal. "O Sistema CNA está de parabéns pela iniciativa e o Senar está à disposição para implantar esse projeto piloto, que com certeza deve trazer boas experiências para nossa região”, afirmou o superintendente do Senar/DF, Everaldo Firmino de Lima.

A escolha dos técnicos de campo ocorreu pela periodicidade com que estão nas propriedades e o bom relacionamento com os produtores rurais, explica a assessora técnica da Diretoria de Assistência Técnica do Senar, Bárbara Evelyn Magalhães.

“Quando o Instituto nos procurou pensando em ter uma rede de pessoas que pudessem fazer a aplicação desses questionários, logo imaginamos que poderíamos usar nossas principais ferramentas que são os técnicos de campo”, relatou.

A aplicação da pesquisa no DF será feita até o mês que vem. A previsão das entidades envolvidas é iniciar a compilação dos dados em dezembro. Após o piloto, o Sistema CNA pretende levar o levantamento para o restante do País, em 2019.