COTIDIANO

Produção regional terá queda de 17% apesar de área maior

16 de dezembro de 2017 às 09:11
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Cascavel – A duas semanas para o início da colheita do feijão, as expectativas no campo não são muito favoráveis, principalmente para quem plantou no início do ciclo.

Com áreas diminuindo ano após ano no oeste do Paraná, o clima também foi decisivo para interferir na qualidade do produto que foi atacado por doenças oportunistas e não teve o desenvolvimento esperado.

Neste momento, segundo o técnico do Deral (Departamento de Economia Rural), José Pértille, 30% das lavouras estão em maturação e estas são as primeiras a serem colhidas e por consequência as mais prejudicadas pelos efeitos do clima e do tempo. Os outros 70% estão em frutificação e serão colhidos em janeiro. A expectativa é para que haja uma pequena recuperação quanto ao desenvolvimento destas áreas, mas tudo dependerá do comportamento climático.

Em toda a região, foram cultivados 4.183 hectares, área 2% maior ao mesmo ciclo em 2016/2017, e a expectativa de produção é de 8.784 toneladas. “O excesso de chuva prejudicou e certamente teremos quebra. Esta promete ser mais uma safra ruim”, avalia o técnico.

O feijão das águas, que está no campo agora, renderia pelas previsões iniciais 40 sacas por hectare. “Agora é torcer parta que até o fim do ciclo, principalmente o que está em floração e frutificação, recupere um pouco, mas depois de tanta chuva, agora já está faltando umidade e o que interfere também são as temperaturas baixas à noite e ao amanhecer. Isso ajuda a planta não crescer”, reforçou.

Mesmo se a expectativa inicial de produção se mantivesse, ele seria 17% menor que a registrada no cultivo passado quando, em 4.095 hectares foram colhidas

10.544 toneladas. “No ano passado tivemos uma safra excepcional para todos os cultivos, inclusive o do feijão”, seguiu.

Diante deste cenário, você deve estar se perguntando se esta quebra regional deverá interferir no preço do produto nas prateleiras dos supermercados. A tendência é para que não haja uma disparada nos preços. Isso porque a safra no oeste não atende à demanda regional e boa parte do cereal consumido por aqui vem de outras partes do estado, principalmente do Centro-Sul e Campos Gerais, além do vizinho estado de Santa Catarina. Por lá o desenvolvimento é considerado melhor.

No campo

O produtor Irani de Bortolli está feliz com o cultivo. Ele é um dos poucos a se sentir confiante e apostar na cultura na próxima safra também. Sua área é pequena, de apenas quatro hectares, mas ele espera colher pelo menos 80 sacas de 60 quilos cada. “Eu não usei defensivos e o mato cresceu em volta, mas a qualidade está boa. Plantei mais tarde porque faltou chuva e me dei bem porque se desenvolveu bem. No próximo ciclo vou cultivar novamente”, seguiu confiante.

Ele lembra que a sua produção vai servir para abastecer o próprio restaurante em Cascavel. Ele só deverá vender o excedente. A colheita ali se inicia em 10 de janeiro.

 

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