Prefeito contraria relatório e mantém GM denunciado

O GM fazia parte da Patrulha Maria da Penha e foi acusado de assediar sexualmente mulheres atendidas pela Patrulha e também colegas de trabalho dele.

O prefeito Leonaldo Paranhos optou por recusar o pedido de exoneração do guarda municipal denunciado por assédio sexual apresentado pela sindicância da Corregedoria da Guarda Municipal de Cascavel que investigou as denúncias.

O GM fazia parte da Patrulha Maria da Penha e foi acusado de assediar sexualmente mulheres atendidas pela Patrulha e também colegas de trabalho dele.

A sindicância concluiu que o servidor infringiu leis municipais na conduta e pediu a exoneração dele. O documento com o parecer foi assinado pelo diretor das Guardas Municipal e Patrimonial, Antonio Volmei dos Santos, e pela secretária de Política sobre Drogas e Proteção à Comunidade. Rose Vascelai, e encaminhado ao chefe do Executivo para a decisão final, que foi apresentada mais um mês depois.

Em vez da exoneração, ficou definida uma punição mais branda: suspensão por um período de 60 dias.

Na tarde de ontem o servidor foi notificado para tomar ciência da decisão. Ele está afastado das funções para tratamento de saúde.

A reportagem tentou contato com o prefeito Leonaldo Paranhos, mas não houve sucesso.

Informações sobre as justificativas que levaram a essa decisão também foram encaminhadas à Secretaria de Comunicação, mas não houve retorno.

Ainda corre uma investigação paralela na Delegacia da Mulher, só que não há informações sobre o andamento.

Comissão revoltada

As denúncias foram feitas pelos integrantes da Comissão de Segurança e Trânsito da Câmara de Vereadores. Eles não gostaram da decisão. “É um absurdo! O recado que o prefeito está dando é que não fazer aquilo que é certo compensa. O prefeito prega transparência, mas toma decisões contrárias à própria comissão da corregedoria da Guarda, que por unanimidade deu parecer pela exoneração do servidor”, criticou o vereador Fernando Hallberg.

Entenda o caso

O caso veio à tona no dia 30 de abril, quando o prefeito Leonaldo Paranhos anunciou o afastamento do servidor. Na nota com o anúncio do afastamento, a situação era citada como “um relacionamento amoroso” com uma das mulheres atendidas pela Patrulha Maria da Penha.

O fato causou estranheza aos vereadores da Comissão de Segurança e Trânsito, pois foram eles quem fizeram a denúncia após investigações de três casos, nos quais o guarda tinha relação com vítimas de violência atendidas pela Patrulha, inclusive enviando fotos delas nuas para colegas de trabalho.

A colega de trabalho do acusado, que levou a denúncia aos vereadores e também já havia levado o caso ao prefeito, à secretária de Políticas sobre Drogas e Proteção à Comunidade, Rose Vascelai, e ao diretor das Guardas na época, coronel Avelino Novakoski, foi exonerada do cargo de inspetora ao qual havia sido nomeada.

 



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