Foto: Soldado Adilson Voinaski Afonso

Curitiba – A solenidade de comemoração dos 167 anos de criação da Polícia Militar do Paraná, nessa terça-feira (10), foi marcada com o início oficial da preparação de 122 cadetes da PM e do Corpo de Bombeiros aprovados no vestibular da UFPR (Universidade Federal do Paraná) – eles receberam o Espadim Tiradentes, arma símbolo do cadete. O evento também concedeu a militares estaduais e civis a medalha Coronel Sarmento, honraria de maior prestígio da Corporação, outorgada a pessoas que contribuíram para o crescimento da PM.

A cerimônia ocorreu na Academia Policial Militar do Guatupê (APMG), em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), organizada para evitar aglomerações e respeitar as medidas sanitárias de enfrentamento ao coronavírus. Também houve solenidades em todos os batalhões do Estado.

O comandante-geral da PM, coronel Hudson Leôncio Teixeira, explica que a valorização a história da Corporação e o sacrifício de muitos policiais foram essenciais para consolidar o respeito e a admiração que a PM possui hoje por parte sociedade. “A PM foi construída por várias mãos. Nossos antepassados nos deixaram uma herança muito importante e hoje trabalhamos para fazer uma Polícia Militar nova, com gestão moderna, alinhada com a atual situação do nosso país e do nosso estado”, afirma.

Estreitar laços com a comunidade e reestruturar a área administrativa são os focos atuais: “Estamos num processo de análise de enxugamento da máquina administrativa para que possamos aplicar o maior número possível de policiais militares na atividade-fim, que é o policiamento na rua. Além disso, promovemos cursos de especialização e de capacitação para dar uma melhor resposta à sociedade em curto prazo”, detalhou o coronel Hudson.

 

História

A Polícia Militar do Paraná foi criada em 10 de agosto de 1854 como uma unidade de Caçadores, com a denominação de Companhia de Força Policial. A história da Corporação é entrelaçada aos mais importantes episódios históricos do Paraná e sua atuação teve papel essencial no controle de revoltas militares internas, como a Revolução Federalista, de 1893, a Guerra do Contestado, de 1912, e até mesmo na Guerra do Paraguai.