Pimentas são opção para cultivo em pequenas áreas

Todas as cultivares são adaptáveis ao clima e ao solo da região oeste e podem ficar em estufas ou ao ar livre

O cultivo de pimentas de variedades que não são encontradas nas gôndolas dos mercados é uma das novidades da Emater (Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural) no 32º Show Rural.

No estande, os visitantes podem conhecer oito variedades: cheiro-do-norte, biquinho e dedo-de-moça – brasileiras; jalapenho, habanero e tabasco – mexicanas; jamaica – caribenha; e, ainda, a pimenta que leva a fama de terceira mais picante do mundo: bhut jolokia. “As brasileiras são mais comuns, encontramos em supermercados e lojas especializadas, tanto in natura quanto em molho. Já essas importadas não são facilmente encontradas, por isso é um nicho de mercado que vem crescendo, molhos diferentes, mais picantes… todas elas têm um diferencial a ser explorado e mercado para o produto existe”, garante o engenheiro agrônomo João Francisco, da Emater.

Segundo ele, o cultivo e o manejo são simples e a Emater oferece a assistência técnica necessária. “Fazemos todo o acompanhamento, desde a escolha das sementes, até das importadas… auxiliamos na escolha, no preparo da área e na orientação para venda”, explica João.

Ele lembra que o cultivo das pimentas é uma opção para ser iniciada em áreas pequenas e posteriormente ampliadas. Todas as cultivares são adaptáveis ao clima e ao solo da região oeste e podem ser cultivadas em estufas ou mesmo ao ar livre.

Pimentões

Os robustos e viçosos pimentões também chamam a atenção. O engenheiro agrônomo explica que, mesmo sendo um fruto mais comum de ser encontrado, o cultivo também é incentivado na região e acompanhado pela assistência técnica da Emater.

Tomates x manejo sustentável

O incentivo ao cultivo de tomates vem sendo feito há anos pela Emater. O engenheiro agrônomo João Francisco diz que, se bem cultivado, a renda bruta pode superar em 100 vezes a produção de soja, por exemplo.

Mas o foco deste ano é o manejo sustentável. “Temos um trabalho que visa orientar o produtor a utilizar práticas para diminuir o uso de produtos químicos para o controle de pragas. Um dos exemplos é o ensacamento de frutos: você ensaca o fruto com esse saquinho próprio e o deixa menos suscetível às lagartas. Outra opção são fitas adesivas que atraem insetos: você cola perto dos pés e o inseto vai até ela e fica colado, deixando de prejudicar a planta. E ainda duas armadilhas com feromônio, que é o hormônio da borboleta fêmea, que atrai o macho em busca de reprodução: ele fica colado ali e evita que procrie e atinja as plantas”.

O cultivo de tomates é recomendado para estufas. A estrutura deve ter área mínima de 350 metros quadrados para o início da produção que visa ao comércio. O investimento inicial é de R$ 30 mil.

Além de toda a orientação técnica, a Emater auxilia na busca por financiamento e elaboração de projeto para implementação da cultura nas propriedades.

 



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