COTIDIANO

PIB sobe pela 3ª vez seguida, mas tem menor valor do anoc

02 de dezembro de 2017 às 06:17
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Rio de Janeiro – O PIB (Produto Interno Bruto), a soma de todas as riquezas produzidas no país, fechou o terceiro trimestre de 2017 com alta de 0,1% na comparação com o segundo trimestre, na série ajustada sazonalmente. Foi a terceira alta consecutiva. Na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, o crescimento do PIB foi de 1,4%.

Com o resultado do terceiro trimestre do ano, o PIB – em valores correntes – atingiu R$ 1,641 trilhão no terceiro trimestre de 2017 no acumulado do ano, sendo R$ 1,416 bilhão referentes ao valor adicionado e R$ 225,8 bilhões dos impostos sobre produtos líquidos de subsídios.

Os dados fazem parte das contas trimestrais referentes ao terceiro trimestre do ano e foram divulgados ontem, no Rio de Janeiro, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Com o resultado, o PIB acumulado nos quatro últimos trimestres, no entanto, continua negativo, fechando em 0,2% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores.

Com o resultado do segundo trimestre, o PIB fecha os primeiros nove meses do ano com um crescimento acumulado de 0,6%, em relação a igual período de 2016.

Estável

O ligeiro crescimento de 0,1% do PIB do segundo para o terceiro trimestre do ano reflete uma economia praticamente estabilizada, segundo mostram os dados. O resultado foi influenciado principalmente pelo setor de serviços, que cresceu em relação ao segundo trimestre 0,6%, menor do que os 0,8% relativo à indústria, mas cujo setor chega a responder por 73,3% da economia brasileira. Já a agropecuária, por sua vez, fechou negativa em 3%, quando comparado ao trimestre imediatamente anterior.

Quando analisada isoladamente, a indústria registrou crescimento em praticamente todas as atividades: 1,4% nas indústrias de transformação e variação positiva de 0,2% nas indústrias extrativas. As demais se mantiveram praticamente estáveis.

Em serviços, apresentaram resultado positivo o comércio (1,6%), as atividades imobiliárias (0,9%), as outras atividades de serviços (0,2%) e a administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,2%). Já as outras atividades financeiras registraram estabilidade.

Investimentos crescem após 15 trimestres

Os dados das contas nacionais divulgados ontem indicam que os investimentos (formação bruta de capital fixo) cresceram 1,6% do segundo para o terceiro trimestre do ano, registrando o primeiro resultado positivo após 15 trimestres seguidos de queda ou estabilidade.

Já o consumo das famílias cresceu 1,2% nesta comparação e o consumo do governo fechou este terceiro trimestre com queda de 0,2%.

Segundo o IBGE, a taxa de investimento no terceiro trimestre do ano foi equivalente a 16,1% do PIB, pouco abaixo da observada no mesmo período do ano anterior (16,3%). Já a taxa de poupança foi de 15,2% (ante 14,9% no mesmo período de 2016).

Crescimento do PIB no acumulado do ano

A economia brasileira fechou os primeiros nove meses do ano (janeiro a setembro) com crescimento acumulado de 0,6%, em relação a igual período do ano passado. Este crescimento foi impulsionado pela agropecuária, que, escorada pela maior safra de todos os tempos, chegou a crescer 14,5%; enquanto a indústria fechou o período com queda acumulada de 0,9% e os serviços com queda de 0,2%.

Os dados das contas nacionais mostram que entre as atividades da indústria, apenas a construção chegou a acumular queda de 6,1%. As demais atividades industriais, no entanto, registraram resultado positivo nesta base de comparação: indústrias extrativas fechou com crescimento de 5,9%; eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (1,3%); e indústrias de transformação (0,3%).

Nos serviços, as maiores quedas se deram em informação e comunicação, que fechou negativo em 2%, enquanto a atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados fechou em queda de 1,8%.

Do ponto de vista da demanda interna, ainda considerando o resultado acumulado do ano até setembro, destaca-se a queda de 3,6% da formação bruta de capital fixo. A despesa de consumo das famílias variou positivamente em 0,4%, enquanto que a despesa de consumo do governo fechou os primeiros nove meses do ano com queda de 0,6%.

Analisando-se o setor externo, as importações de bens e serviços apresentaram expansão de 3,9%, enquanto que as exportações de bens e serviços cresceram 4%.

Meirelles: Crescimento pode parecer baixo, mas é forte por setores

Brasília – O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, comentou em seu perfil no Twitter o crescimento de 0,1% do PIB no terceiro trimestre do ano, na comparação com o trimestre anterior. "O crescimento do PIB entre julho e setembro, de 0,1% contra o trimestre anterior, pode parecer baixo, mas é forte se analisado por setores. Sem a agricultura, que caiu por razões sazonais, o crescimento foi de 1,1%", afirmou o ministro. "O avanço acumulado no ano até setembro é de 0,6%, número que já supera a previsão inicial dos economistas para 2017. Isto mostra que o Brasil segue uma trajetória de crescimento", completou.

Meirelles destacou o desempenho da indústria entre julho e setembro, com uma alta de 0,8% na produção das fábricas. Ele citou que a indústria de transformação registrou um crescimento de 1,4% no período. "O investimento cresceu 1,6% no terceiro trimestre. Foi o primeiro resultado positivo após 15 trimestres seguidos de queda. O avanço mostra otimismo em relação ao futuro", concluiu o ministro.

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