COTIDIANO

PIB do Paraná cresce 2,9%, o dobro da taxa do Brasil

13 de dezembro de 2017 às 09:41
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Curitiba – A economia do Paraná cresceu 2,9% no terceiro trimestre de 2017 em relação ao mesmo período do ano passado. Com a evolução, o PIB (Produto Interno Bruto – soma de todas as riquezas produzidas) do Estado alcançou R$ 101,675 bilhões. Os dados foram divulgados ontem pelo Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social).

O crescimento do PIB do Paraná foi mais do que o dobro do Brasil, que cresceu 1,4%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No acumulado do ano, a economia do Paraná registra alta de 2,1%, contra 0,6% do Brasil.

O resultado do Paraná foi influenciado por performances positivas em todos os setores. No terceiro trimestre, na comparação com igual período do ano passado, a agropecuária cresceu 11,1%, a indústria 2,5%, os serviços 2,1% e a geração de impostos 3,1%.

O diretor-presidente do Ipardes, Julio Suzuki Júnior, ressalta que os dados comprovam que o Paraná saiu da crise em uma velocidade mais rápida e em um ritmo mais contundente que o Brasil. “O bom desempenho na agropecuária se estendeu aos demais setores ao longo do ano, o que faz com que o Estado tenha um desempenho mais positivo que a média”, explica.

Com o resultado, o Ipardes revisou mais uma vez a previsão de crescimento da economia do Estado para 2017. A projeção inicial, que era de 1,5%, passou para 2% e agora está em 2,3%. “O Paraná deve crescer mais de duas vezes que o Brasil em 2017, cujas estimativas variam de 0,7% a 1%”, diz.

No campo, o destaque do terceiro trimestre foi a safra de inverno, com o crescimento da colheita de milho. No setor industrial, a expansão de 2,5% foi favorecida pela indústria de transformação, na qual se destacam a produção de máquinas e equipamentos (14,8%) e veículos automotores (11,4%). O período também foi marcado pelo resultado positivo da construção civil, após vários trimestres no negativo nesse comparativo.

No trimestre, houve recuperação de vendas no comércio, em que sobressaiu a comercialização de combustíveis, de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação. Também foram registrados crescimentos da área de transportes, armazenagem e correios, e de serviços prestados às famílias.

No acumulado de janeiro a setembro de 2017, a agropecuária cresceu 11%, a indústria (1,3%), os serviços (1,4%) e a geração de impostos (1,6%).

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