No estande do PTI (Parque Tecnológico Itaipu) na 31ª edição do Show Rural, quem recebe o público já é a tecnologia: mascote da instituição em versão virtual, a capivara Capi apresenta e recepciona os visitantes. Este ano, pela primeira vez, o PTI tem espaço exclusivo na feira, onde está à mostra uma série de soluções tecnológicas que podem servir ao agronegócio.

Ali estão, por exemplo, empresas instaladas na Incubadora do Parque que oferecem serviços ou produtos voltados ao setor agro; um veículo elétrico Twizy, para apresentar o sistema de compartilhamento usado na área da usina de Itaipu, onde o PTI está localizado; e a demonstração do Sistema de Monitoramento de Estações Meteorológicas (SMEC2).

O diretor-superintendente do PTI, Jorge Augusto Callado Afonso, destacou que a participação no Show Rural “é uma ação de extensão do Parque Tecnológico demonstrando suas ações diretamente ligadas à melhoria da qualidade de produção da região, acompanhado por embasamento tecnológico, científico e educacional".

Estações meteorológicas

Para mostrar ao público o funcionamento do SMEC2, a equipe do PTI distribuiu sete sensores climáticos em diferentes lugares do Show Rural. De cinco em cinco minutos os equipamentos enviam informações que são atualizadas no sistema sobre a temperatura desses locais. É uma pequena mostra de como funciona o SMEC, que atualmente reúne dados de 105 estações meteorológicas espalhadas por todo o Paraná.

O Celtab (Centro Latino-Americano de Tecnologias Abertas), área do PTI responsável pelo sistema, também desenvolveu estações meteorológicas de baixo custo que estão expostas no Show Rural.

Segundo o engenheiro eletricista do Celtab, Rolf Massao Satake Gugisch, a intenção é aumentar o número das estações monitoradas pelo SMEC e as informações obtidas podem, por meio da Inteligência Artificial, auxiliar os produtores rurais a ir além do conhecimento empírico da produção para tomar decisões mais assertivas com base na tecnologia.

Incubadas

No estande no Show Rural Digital, representantes de empresas incubadas no PTI estão apresentando produtos que podem interessar aos produtores rurais. A EVAH.io, por exemplo, desenvolve soluções para impulsionar vendas online que podem ser úteis ao agronegócio. A Embio mostra o fertilizante biológico, desenvolvido para aumentar a produtividade das lavouras e reequilibrar o solo.

Outra incubada presente no evento é a AIS, que atua com ambientes virtuais e está demonstrando a aplicação dessas tecnologias na agroindústria. A Brexbit, empresa que trabalha com criptomoedas, está desenvolvendo um projeto para substituição das guias de transporte animal para garantir a rastreabilidade dos animais. Já a STAC traz à feira sua solução desenvolvida para gestão e automação de aviários, que integra o avicultor e as cooperativas.

Energias renováveis

Entre as ações do PTI apresentadas ao público do Show Rural ainda estão projetos do Lasse (Laboratório de Automação e Sistemas Elétricos). Um deles, em parceria com a Copel e a Itaipu, está em andamento há mais de um ano e faz o monitoramento da qualidade da energia elétrica em três propriedades vinculadas a cooperativas – em Medianeira, Cafelândia e Assis Chateaubriand -, onde foram instalados sistemas fotovoltaicos.

Comparando o período antes e após a instalação desses sistemas, o Lasse faz análises de comportamento e da qualidade da energia produzida. Os resultados desse estudo são divulgados para as cooperativas por meio da Ocepar (Organização das Cooperativas do Paraná) e também pelo Sebrae, a fim de criar um modelo de incentivo para outras propriedades.