Pedindo melhorias, policiais civis paralisam as atividades

Para marcar a paralisação, os policiais fizeram a entrega simbólica de coletes balísticos vencidos

Curitiba – Policiais civis de todo o Paraná realizaram ontem uma paralisação de 24 horas para cobrar por melhorias nas condições de trabalho e o fim do desvio de função, dentre outras coisas. A categoria se manteve de braços cruzados durante todo o dia, atendendo apenas emergências e flagrantes.

Unimed

Para marcar a paralisação, os policiais fizeram a entrega simbólica de coletes balísticos vencidos. Com validade de cinco anos, os equipamentos deveriam ter sido trocados ainda em 2014, mas continuam sendo usados.

Outra reivindicação é que os policiais civis deixem de fazer a guarda de presos abrigados nas carceragens das delegacias, função que deveria ser exclusiva dos agentes carcerários. Conforme o Sinclapol (Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná), isso tem prejudicado sobremaneira o atendimento à população e o trabalho de investigação.

A categoria reclama ainda da escala de serviço excessiva. Segundo o sindicato, em algumas delegacias os policiais civis “estão sendo obrigados a trabalhar em situação análoga à de escravos, com 70 a 80 horas semanais”. O Sinclapol também ressalta que os servidores trabalham em “plantão de sobreaviso”, o que é proibido no Paraná.

Os policiais cobram a promessa do governo sobre a aprovação do novo estatuto da Polícia Civil, além do pagamento de promoções e progressões atrasadas e da contratação de novos servidores. “Hoje são cerca de quatro mil policiais no total, sendo que o ideal seria pelo menos oito mil”, afirma o Sinclapol.

 

 

 


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