Cascavel – Começa neste sábado, 1º de maio, e se estende até 30 de junho, a campanha de atualização de rebanho de bovinos e bubalinos no Paraná, que há dois anos substitui a vacinação contra febre aftosa. O cadastro de todas as propriedades é obrigatório para garantir a rastreabilidade e a sanidade do rebanho. A ação ocorre às vésperas da certificação oficial do Paraná de área livre de febre aftosa sem vacinação, aguardada para este mês de maio.

Com todos os resultados favoráveis nos últimos anos, o Estado recebeu em agosto de 2020 o reconhecimento nacional de área livre da aftosa sem vacinação, conquista histórica para o setor agropecuário, o que permitiu ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento formalizar o pedido de reconhecimento internacional da OIE (Organização Mundial de Saúde Animal). O reconhecimento internacional está marcado para 27 de maio, e promete abrir as portas do Paraná ao mundo.

O último foco de aftosa no Estado foi registrado em 2006.

No ano passado, em razão da pandemia, a campanha de cadastro se estendeu de maio a novembro e 90% das propriedades realizaram declarações voluntárias, totalizando 183.284 áreas e 8.498.327 cabeças de gado declaradas. Nos 50 municípios da região oeste do Paraná, foram registradas 28.209 propriedades, com 990.179 cabeças de gado, conforme a atualização.

Vale lembrar que a atualização de rebanho é obrigatória para as seguintes espécies: bovinos, bufalinos, ovinos, caprinos, equinos, asininos, muares, aves, peixes e abelhas. Os proprietários devem acessar o site da Adapar, ir às unidades locais da Agência, escritórios de atendimento municipal ou nos sindicatos autorizados para efetuar a declaração.

Quem deixar de atualizar no período da campanha está sujeito a multas e demais penalidades administrativas.

Expectativa

A certificação internacional irá garantir à agropecuária paranaense a abertura de novos mercados e atrair investimentos com a potencialização das cadeias de suínos, peixe, frango, leite e pecuária bovina de corte.

De acordo com levantamento da Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná), o status sanitário internacional permitirá ao Paraná praticamente dobrar as exportações de carne suína, por exemplo, das atuais 107 mil toneladas para 200 mil toneladas por ano. Isso pode acontecer caso o Estado conquiste apenas 2% do mercado potencial, liderado por Japão, México e Coreia do Sul, que pagam mais pelo produto com reconhecida qualidade sanitária.