Paraguai aumenta fiscalização na fronteira e proíbe pesca até do lado brasileiro do Rio Paraná

Mais 50 homens, seis embarcações e uma aeronave passaram a ser utilizados para monitorar os pontos críticos

O comodoro Fernando Strieski, do Cataratas Iate Clube de Foz do Iguaçu, informou em nota que procurou, por telefone, o comandante da área naval da Armada Paraguaia, capitão Walter Fernando Diaz Aguiera, para saber saber sobre a navegação e a pesca no lado brasileiro do Rio Paraná. A resposta é que pesca e navegação serão reprimida pelo Paraguai.

Segundo o capitão disse ao comodoro, o motivo é a pandemia de coronavírus, e que isso vai continuar enquanto as fronteiras paraguaias estiverem fechadas. Strieski lembrou que a Marinha do Brasil não proíbe a pesca e a navegação na margem brasileira.

No último domingo (3), um sócios do Iate Clube Cataratas teve sua embarcação apreendida pela força naval do Paraguai. Ao cobrar do comandante o motivo da apreensão e como o barco pode ser recuperado, o comodoro ouviu, primeiro, o conselho de que precisa avisar os sócios para não pescarem no Rio Paraná.

Para a liberação do barco, o comandante disse que o sócio do Iate Clube tem que resolver o processo na promotoria paraguaia e, depois, efetuar o pagamento da multa na Armada, para poder recuperar a embarcação.

Reforço na fiscalização

 

O jornal Última Hora informa que a Marinha do Paraguai reforçou a fiscalização, com homens e barcos, em três pontos da fronteira, considerados “sensíveis”: Alto Paraná (Ciudad del Este e Presidente Franco), Canindeyú e Amambay.

Mais 50 homens, seis embarcações e uma aeronave passaram a ser utilizados para monitorar os pontos críticos.

“Estamos a ‘full’ com isso. Implica um importante reforço para todas as frentes”, disse o comandante da Armada Paraguaia, almirante Carlos Velázquez.

A fiscalização terá como objetivos evitar que pessoas atravessem a fronteira pela Ponte da Amizade e pelo Rio Paraná, inclusive com patrulhamento aéreo.inteligente.

Também foi intensificado o controle sanitário sobre o ingresso de mercadorias provenientes do Brasil.

Aos paraguaios que esperam liberação para voltar ao país, o presidente do Paraguai, Marioa Abdo Benítez, disse que o ingresso será garantido, “mas de  forma ordenada para (cumprir) a quarentena”.

Há uma forte pressão dos comerciantes de Ciudad del Este para que a fronteira seja reaberta, já que “a asfixia econômica está causando estragos para a população que depende do comércio fronteiriço e do turismo de compras”, diz o jornal Ultima Hora.

“A isso se somam aquelas pessoas que se dedicam ao contrabando. Justamente por causa dele, os efetivos policiais  apreenderam um carregamento na zona de Puerto Índio”.

Apreensões

O jornal ABC Color informa que, em várias operações nas margens do Rio Paraná, no bairro San Miguel, em Ciudad del Este, a Armada Paraguaia apreendeu seis barcos precários, utilizados para o contrabando de alimentos do Brasil para o Paraguai. Numa das barcas, havia várias sacolas de feijão, prontas para serem vendidas.

Em outra operação, em conjunto com a Aduana, foi apreendido um caminhão com 64 caixas de artigos de plástico, proveniente do Brasil. A carga, com valor aproximado de US$ 15 mil, foi apreendida  e, junto com o caminhão e a motorista, colocada à disposição do Ministério Público.

Reportagem: H2FOZ – Cláudio Dalla Benetta


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