O superengenheiro… florestal!

Por Eleandro José Brun e Pedro Henrique Riboldi Monteiro

A Engenharia, não só no Brasil, tem passado por um processo de desvalorização, em que o trabalho profissional foi relegado, muitas vezes, a um segundo plano que contempla, em primeiro, burocracias e entraves políticos. Isso tem levado à ocorrência de tragédias não somente em grandes obras. Obras e serviços de engenharia que, mesmo não tendo o mesmo apelo tradicional, são igualmente importantes e resultam em – caso bem executadas – benefícios ou – do contrário – em tragédias de curto, médio ou longo prazo. Como exemplo, a ausência de manejo florestal em Portugal (corte preventivo de árvores secas e retirada de material combustível etc) por anos seguidos é apontada como uma das principais causas dos grandes incêndios florestais de 2017/2018, que ceifaram muitas vidas.

Ao trazermos o assunto para a Engenharia Florestal, demonstramos um cenário preocupante na ausência de um trabalho mais intensivo no Brasil, sendo refletidos e sentidos nos setores público e privado. Apenas como exemplos, o manejo florestal da Mata Atlântica, há vários anos proibido, é fato que acarretou na falência de diversas empresas madeireiras e extinguiu a principal fonte de renda de diversas propriedades rurais: menos renda, menos empregos, êxodo rural/florestal… porém, temos mais natureza? Não! Infelizmente, a ausência de manejo já é cientificamente comprovada como uma das maiores causas de perda de biodiversidade, pois natureza desvalorizada dá lugar a outros usos do solo, quase sempre sem o mesmo nível de conservação da biodiversidade.

No meio urbano, principalmente em cidades médias e grandes, a cada chuva ou vento mais intenso árvores caem sobre carros, casas, pessoas… fato triste, mas que denota a ausência do manejo preventivo dessas árvores, as quais devem ter o espaço de crescimento adequado para o desenvolvimento do sistema radicular e também da parte aérea, garantidos pelas técnicas empregadas pelos engenheiros florestais no manejo de árvores urbanas, em conjunto com outros elementos como calçadas, ruas, placas, postes e construções, que devem ser conduzidos em harmonia para sua estabilidade estrutural e minimização dos riscos relativos a sua queda.

Por tudo isso, temos a dizer que a sociedade precisa de um superprofissional que atue nos diversos segmentos relativos a produção, conservação e manejo de recursos naturais, nos meios rural e urbano, de forma a tornar seu uso mais sustentável.

Esse superprofissional é o engenheiro florestal, formado em mais de 70 cursos de Engenharia Florestal no Brasil. O Paraná tem cinco cursos, sendo o berço da Engenharia Florestal do País com a UFPR. Na região sudoeste temos a UTFPR de Dois Vizinhos que fortalece a classe na formação profissionais.

As habilidades dos superengenheiros florestais são relacionadas de forma direta e indireta no mapeamento e no planejamento do uso dos recursos naturais e do solo; pesquisa e uso dos organismos da natureza visando à geração de benefícios ao homem com novos produtos e serviços; produção de plantas úteis e saudáveis às pessoas, tanto para uso da madeira, folhas, cascas, frutos, galhos e raízes; geração de benefícios ambientais às pessoas, ar puro e sombra de belas árvores para todos.

Então, chame esse super-herói… desculpem-nos, leitor, superprofissional engenheiro florestal, pois desde o cidadão que vive em um pequeno apartamento no centro de uma grande cidade até aquele que mora em um amplo espaço em uma longínqua colônia ele será capaz de te ajudar.

Esse superengenheiro florestal está, neste 12 de julho, comemorando seu dia, atribuído pela data da morte de São João Gualberto, ocorrida em 12 de julho de 1073, santo canonizado pelo Papa Pio XII como Patrono dos Engenheiros Florestais pelo seu grandioso trabalho, em vida, em prol da natureza.

Parabéns aos engenheiros florestais! Superprofissionais que atuam em diversas frentes para o uso sustentável da natureza e/ou recursos naturais e pelo bem da sociedade!

Chame um engenheiro florestal para os numerosos serviços que ele tem conhecimento e atribuição. A Aefos/PR tem, em seu quadro de sócios, engenheiros florestais extremamente qualificados e capazes de dar as melhores soluções para a vida sustentável que precisamos.

 

Eleandro José Brun – eng. florestal, doutor ´professor da UTFPR Câmpus Dois Vizinhos, presidente da Aefos/PR

Pedro Henrique Riboldi Monteiro – eng. florestal, doutor, associado da Aefos/PR

 



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