Foz do Iguaçu – No novo boletim da Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) divulgado nesta semana sobre a evolução dos casos de influenza no Paraná neste ano, o oeste registra 66 diagnósticos da doença com 18 mortes neste ano.

Os números são muito acima dos registrados no mesmo período do ano passado quando haviam sido 28 registros da doença e três mortes. Assim, os óbitos registram evolução de 500% no período e os casos positivos à ação de um dos subtipos do vírus saltaram em 136%.

Em todo o Paraná já são 638 confirmações da doença com 106 mortes. No ano passado haviam sido 169 registros e 21 mortes.

A condição mais preocupante no Paraná continua sendo a da 9ª Regional da Saúde de Foz do Iguaçu. Sozinha, ela contabiliza 44 casos de algum tipo de influenza sendo que, desses, 13 morreram.

A regional responde por dois terços dos casos. Em seguida vem a 10ª Regional da Saúde de Cascavel, com 18 diagnósticos com quatro mortes. A 20ª Regional da Saúde de Toledo possui até o momento quatro casos e uma morte em decorrência da ação do vírus.

Os principais registros e o maior grau de letalidade têm sido de H3N2 com 23 diagnósticos e dez mortes na Regional de Foz do Iguaçu, dez casos e duas mortes na de Cascavel e dois casos e a única morte da Regional de Toledo.

No Paraná somente esse subtipo da doença registra 364 exames positivados sendo que 58 pessoas morreram em decorrência dele. O índice de letalidade do H3N2 está em 16%, ou seja, a cada cem infectados, 16 evoluem para a morte. Se consideradas todas as mortes por gripe no Paraná neste ano, sozinho o H3N2 responde por 55% delas.