COTIDIANO

Mortalidade infantil: Um bebê morre a cada 2 dias na região

11 de junho de 2019 às 10:02
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Toledo – Um bebê morreu a cada dois dias na região em 2018. Em 365 dias, foram 197 óbitos e em pelo menos uma das três regionais de saúde do oeste, a mortalidade infantil no ano passado voltou a crescer. Os dados são da Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) e do Ministério da Saúde, com base nas informações lançadas no DATASUS (Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde).

Eles revelam que na 20ª Regional de Toledo, desde 2016, este tipo de morte, considerando crianças de zero a um ano, vem crescendo. Vale lembrar que números ainda são considerados preliminares, podendo sofrer novas alterações. É o que alerta a plataforma do BDE (Banco de Dados do Estado) onde eles estão disponíveis.

A abrangência desta regional é de 18 municípios com população estimada de 386 mil habitantes. No ano passado foram 67 mortes de crianças menores de um ano. Em 2017 haviam sido 66 e em 2016 haviam sido 57. Outro ponto que chama a atenção é que, por lá, os registros do ano passado foram os maiores desde o ano de 2015.

Esta constatação já vinha sendo feita durante o ano, exigindo medidas emergenciais, como capacitações à rede de atendimento, na tentativa de evitar novos registros.

A maioria dos óbitos, 44 do total de registros naquela regional, foi provocada por algumas afecções originadas no período perinatal, ou seja, a partir da 22ª semana de gestação até uma semana após o nascimento do bebê, ligada à prematuridade.

Em números absolutos, a regional onde houve a maior quantidade de mortes foi a 9ª de Foz do Iguaçu. Com cobertura em nove municípios, e quase 406 mil habitantes, foram 75 bebês que perderam a vida. Apesar do número elevado, o indicador por lá vem caindo. Em 2015 haviam sido 98, em 2016 e 2017 foram 78 óbitos em cada um dos períodos, e em 2018, 75.

Por lá, o maior número de mortes foi o mesmo que o registrado na regional de Toledo com 49 dos 75 óbitos, porém, chama a atenção ainda outras 17 mortes por malformação congênita, deformidades e anomalias cromossômicas.

A maior Regional da Saúde do oeste, a 10ª de Cascavel com abrangência em 25 municípios e uma população de 540 mil habitantes, foram 55 óbitos infantis, 27 por afecções originadas no período perinatal e outras 22, um número maior entre todas as regionais neste diagnóstico, pela malformação congênita, deformidades e anomalias cromossômicas.

Os números preliminares de 2019 não foram informados, a exemplo dos dados referentes à mortalidade materna em 2018.

Reportagem: Juliet Manfrin

 

 

 

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