COTIDIANO

MOBILIDADE URBANA: Cascavel trabalha em planejamento de ações para os próximos 20 anos

25 de junho de 2022 às 09:23
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Cascavel – Uma cidade com sua mobilidade planejada, assegurando fluidez segura e ágil no trânsito e, consequentemente, menos acidentes é um ‘sonho de consumo’ de todo administrador público, bem como da própria população. Por isso mesmo, Cascavel está tendo seu “Plano de Mobilidade Urbana” elaborado desde abril de 2020. Neste plano, iniciado ainda no final primeira gestão do prefeito Leonaldo Paranhos, toda cidade de Cascavel – centro e bairros – está sendo e as primeiras ações já estão em andamento.

Tales Riedi, presidente do IPC (Instituto de Planejamento de Cascavel), que está a frente dos trabalhos, explicou o plano prevê intervenções em todos meios de transporte utilizados, desde a bicicleta, veículos e o transporte coletivo e de cargas, eixos importantes para serem planejados para os próximos 20 anos. Cada tema está apontando uma série de melhorias, que com o plano finalizado, poderão sair do papel.

Os trabalhos estão sendo realizados pela empresa Logit Engenharia Consultiva, empresa de São Paulo com mais de 30 anos de tradição no setor, pelo valor de R$ 2,741.748,10 e uma prévia já foi apresentada na primeira audiência pública do plano, mas novas audiências ainda serão realizadas até que esteja finalizado. Os trabalhos da empresa iniciaram nos bairros e, em seguida realizadas as pesquisas de campo.

Com o diagnóstico final e o plano concluído, o todo trabalho dará origem a uma lei que apontará as diretrizes e metas a serem trabalhadas pelo Poder Público Municipal. “Para termos uma cidade melhor, precisamos iniciar pelo seu planejamento e o plano prevê uma série de ações, obras, programas, leis e campanhas educativas para uma cidade com melhor mobilidade”, destaca o presidente do IPC.

 

Debates

Seguindo o cronograma dos trabalhos, uma nova audiência pública será marcada para apresentar mais uma prévia dos trabalhos. Além disso, esta prévia será apresentada aos membros do Conselho Municipal das Cidades, composto por representantes de entidades e da sociedade civil organizada, no dia 6 de julho.

Segundo Tales Riedi, a expansão da cidade aumenta o tempo de deslocamento da população e a utilização somente de veículos pode aumentar os gargalos. Os próximos gestores terão o compromisso de continuar executando os dispositivos que estarão definidos no plano que, depois de finalizado, precisam ser organizados através dos projetos e ter recursos no orçamento público para serem concretizados.

 

Ações imediatas

Como o plano é de planejamento há longo prazo, foi contratado com a mesma empresa o PAIT (Plano de Mobilidade Imediata no Trânsito) que está sendo feito em paralelo, projetando ações para serem executadas a curto prazo. A integração entre as regiões sul e norte da cidade, por exemplo, é um dos pontos mais críticos do trânsito cascavelense e, por isso, projetos já foram apresentados e já estão sendo executados, como por exemplo, a revitalização da Avenida Carlos Gomes e melhorias no entorno dos viadutos da BR-467 que ligam a Rua Jacarezinho e Rocha Pombo.

Uma empresa foi contratada para realizar o projeto executivo da nova Avenida Carlos Gomes, nos moldes do levantamento feito pelo PAIT. A avenida será remodelada e terá um binário com a Rua Alexandre de Gusmão, que também será ligado a um viaduto com a Rua Emilio Baltitiz, para desafogar o trânsito. No caso da rodovia, a administração municipal já está analisando as intervenções nas ruas do entorno, para melhorar os acessos aos dois viadutos.

Tales explicou que a empresa faz todo levantamento, com projeto geométrico, simulações com dados, analisando o cenário atual com a projeção do cenário futuro. Além dessas, outras obras principais, pelo menos mais 50, estão sendo apresentadas e pelo plano, como intervenções na Avenida Piquiri e o Anel Viário Norte. “Teremos todo levantamento, desde custos e impacto e com isso vamos analisando quais obras serão executadas primeiro”, pontuou.

 

Flexibilidade

Outro benefício, segundo o presidente do IPC, é que o plano tem flexibilidade e pode ser adaptado de acordo com as novas demandas que vão aparecendo com o passar dos anos. “Por exemplo o patinete elétrico que é uma realidade hoje que há alguns anos não existia”, exemplificou. A própria companhia de trânsito da cidade, a Transitar, vai definir as ações e intervenções com base no PAIT, como por exemplo, o sincronismo dos semáforos que é um problema sempre apontados pelos motoristas. Cascavel é a segunda cidade do estado com maior número de cruzamentos semaforizados: 240 no total.

 

Foto: Paulo Alexandre de Oliveira

 

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