Cotidiano

Maio teve mais chuva, mas Paraná mantém emergência hídrica

Cenário faz com que o Paraná siga em alerta e em situação de emergência hídrica

Foto: Fábio Donegá
Foto: Fábio Donegá

Toledo – O mapa de chuvas do Paraná relativo a maio traz uma notícia animadora: a área de estiagem mais severa reduziu consideravelmente, ficando concentrada na Região Metropolitana de Curitiba, Litoral e alguns pontos do Noroeste.

De acordo com o Simepar (Sistema Meteorológico do Paraná), choveu dentro da média histórica ou acima dela em boa parte do Estado. Regiões como oeste e sudoeste conseguiram compensar em parte a seca que marcou o primeiro quadrimestre do ano.

Em Toledo, por exemplo, a precipitação acumulada foi de 223 milímetros, para uma média histórica de 176mm. Foz do Iguaçu registrou 131mm, 3mm acima da meta. Já em Francisco Beltrão choveu 241mm (média de 180mm) e em Pato Branco, 158mm (média de 160mm).

“Comparado com os outros meses, o resultado foi satisfatório. O que anima também é que a primeira quinzena de junho deve ser chuvosa também”, adianta o meteorologista Samuel Braun.

Ele faz uma ponderação importante: as precipitações de maio não foram suficientes para reestabelecer a ordem por completo no Paraná. “A seca é muito grave, então o problema só será resolvido no longo prazo, com o acúmulo de chuvas”.

Cenário crítico

Braun lembra que a situação da região de Curitiba e do litoral segue bastante preocupante, com defasagem crítica de água. Na capital choveu em maio apenas 21mm, cerca de 25% do esperado para o mês.

Em Paranaguá, a precipitação foi de 17mm para uma média histórica de 127mm. Ou seja, somente 13% da expectativa.

Cenário que faz com que o Paraná siga em alerta e em situação de emergência hídrica. O decreto do começo do mês passado é válido por 180 dias.

Por isso, o governo do Estado reforça o pedido para o uso consciente da água, evitando desperdícios.