Líder do contrabando está preso no Paraguai

Ação desencadeada pela Polícia Federal foram cumpridos mandados judiciais para desencadear uma grande organização criminosa envolvida com o contrabando de cigarros

UMUARAMA – A Polícia Federal deflagrou na manhã terça-feira, 11 a Operação Contorno Norte, para prender líderes de organização criminosa especializada no contrabando de cigarros de origem paraguaia. Foram detidos envolvidos com o segundo escalão da organização criminosa. “Os alvos principais eram gerentes da organização e pessoas seguiam as ordens dos líderes”, apontou o delegado Ricardo Hiroshi.

Cerca de 80 policiais federais cumpriram 20 mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão, nas cidades de Nova Esperança, Guaíra, Umuarama, Alto Paraíso e Mundo Novo/ MS. Além disso, foram deferidos judicialmente o bloqueio de contas bancárias, o sequestro de bens imóveis e a apreensão de veículos vinculados aos investigados.

As investigações tiveram início em maio de 2016, depois que uma carreta carregada com cigarros contrabandeados colidiu contra um veículo onde estavam um casal e uma criança no Contorno Norte de Maringá, levando à morte a mulher. As apurações permitiram identificar uma organização criminosa responsável pelo transporte da carga contrabandeada. Foi constatado que os cigarros eram introduzidos em território nacional a partir de Salto Del Guairá, no Paraguai, utilizando uma rede de funcionários, olheiros, barqueiros, estivadores e motoristas.

Durante os três anos de apuração, a PF prendeu 204 membros da organização criminosa, realizou 130 flagrantes de contrabando, além da apreensão de 156 caminhões e outros 60 veículos utilizados nos crimes. Também foram apreendidas cerca de 105 mil caixas de cigarros, o equivalente a 52 milhões de maços. As mercadorias foram avaliadas em R$ 250 milhões pela Receita Federal, gerando aproximadamente R$ 360 milhões em tributos e multas.

Verificou-se ainda que grande parte das carretas utilizadas nos transportes ilícitos furtadas ou roubadas, com posterior clonagem das placas em uma base Da organização que ficava instalada em Maringá. O grupo chegou a utilizar 6.700 linhas telefônicas cadastradas em nome de terceiros para a prática dos crimes.

Crimes

Os presos responderão, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa, contrabando, receptação qualificada, adulteração de sinal identificador de veículo automotor, falsidade ideológica e corrupção ativa, bem como pelo homicídio culposo, lesão corporal culposa, abandono do local do acidente e favorecimento pessoal, quanto ao acidente que iniciou os trabalhos

Na cadeia

O líder do grupo foi preso há cerca de 40 dias em Assunção – PY e a PF já pediu sua extradição. Ele foi condenado a 36 anos de cadeia pelos crimes de contrabando e organização criminosa.



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