SAÚDE

Junho Vermelho: doe sangue

03 de junho de 2019 às 09:30
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A campanha Junho Vermelho surgiu com o intuito de conscientizar a população quanto à doação de sangue. Como uma das “culturas” adotadas pela sociedade brasileira, não é muito comum que a população se disponha a renovar os estoques de sangue nos hemocentros. Enquanto alguns tabus ainda circulam, a ideia é tentar quebrá-los mais uma vez: a doação de sangue é um processo totalmente seguro. Portanto, não há risco para o doador.

De acordo com a Fundação Pró-Sangue, os estoques giram em cerca de 35% do nível considerado ideal. A informação do Ministério de Saúde é de que a doação de cerca de 3% a 5% da população seria ideal para ficarmos “tranquilos”. Sobretudo, a média é menor que 2%.

Por conta dessa realidade, em junho diversas instituições se reúnem a fim de que mais pessoas se tornem doadoras. Mesmo com o grande avanço científico, ainda não há o que substitua o sangue humano, só podemos contar com a solidariedade e empatia.

O sangue coletado dos doadores é utilizado em emergências e situações de urgência, além de ser usado para pacientes específicos em internações ou problemas de saúde mais sérios. A escassez de estoque se torna preocupante.

Estratégias

O Ministério de Saúde optou por reduzir a idade mínima para 16 anos e aumentar a máxima para 69, compreendendo nessa faixa grande parte da população.

Em estados brasileiros, como São Paulo e Brasília, os doadores ganham benefícios, como isenção em concursos públicos. Há também o direito de folga quando há doação e em alguns postos a coleta pode ser agendada.

Esses meios foram adotados para que houvesse mais incentivo na doação contínua de sangue.

Condições para doação de sangue

Para estar apto a doar sangue você precisará passar por algumas etapas no dia da coleta:

*coleta de informações;

*teste de anemia e dos sinais vitais;

*verificação de peso;

*triagem clínica com objetivo de identificar se há risco para o doador e/ou receptor;

*voto de autoexclusão – onde o candidato responde há diversas perguntas secretamente -, esta etapa costuma gerar diversas críticas por algumas bolsas serem descartadas sem ao menos passar para a avaliação;

*e, por fim, a coleta.

Alguns fatores de risco a longo a prazo impedem a doação de sangue como:

*uso de drogas ilícitas;

*hepatite após os 12 anos de idade;

*evidência clínica de doenças infecciosas transmissíveis pelo sangue;

*malária.

Outros fatores a pequeno prazo:

*ingestão de bebida alcoólica no dia da coleta;

*tatuagem a menos de 1 ano;

*extração dentária a 72 horas;

*gravidez e outras mais.

Vale ressaltar que a verdade é imprescindível em todo o processo.

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