As gratificações liberadas aos servidores públicos pela Prefeitura de Cascavel viraram alvo de críticas ontem na sessão da Câmara de Vereadores, que apreciava em segunda votação o projeto de reajuste de 1,70% ao funcionalismo público.

Ao todo, em apenas um dia, foram liberadas gratificações a 56 servidores do Executivo, por Dedicação Exclusiva e Gratificação de Função. Entre as gratificações mais altas está de 80% (pela função), além de mais 81% (por dedicação exclusiva) a uma servidora que assumiu a coordenação do Programa Fundo Rotativo e do Programa Dinheiro Direto na Escola. Estão entre as gratificações as secretarias de Saúde, Educação, Gestão e Planejamento e Cultura. Todas as autorizações foram dadas com aval do secretário de Planejamento e Gestão, Edson Zorek, e o prefeito Leonaldo Paranhos (PSC).

A incoerência, segundo o vereador Policial Madril (PMB) está em propor um reajuste tão baixo aos servidores em geral e gratificar “poucos” com benefícios elevados. “Deveriam distribuir um reajuste de maneira mais justa e não privilegiar alguns”, diz o vereador.

Estabilidade

Tal medida foi tomada um dia após o chefe do Executivo decretar que seria pago aos servidores apenas o máximo do teto previsto, diante da estabilidade da arrecadação fiscal. A reportagem pediu explicações à Secretaria de Comunicação, que até o fechamento desta edição não havia se posicionado.

Roberto Parra, vereador pelo MDB, argumentou sobre a dificuldade de acompanhamento da negociação do reajuste salarial aos servidores, limitando os questionamentos em plenário. “Tentei entrar na reunião que fizeram na Prefeitura, mas fui impedido”.