Vê, estão voltando as flores
Vê, nessa manhã tão linda
Vê, como é bonita a vida
Vê, há esperança ainda… A primeira parte desta música de Paulo Soledade me faz reportar um fato lindo que está acontecendo na Associação Médica.

Todas as vezes que andava no pátio e em volta da piscina e do playground, percebia que as árvores eram poucas, o verde escasso, exceto a grama do campo de futebol.

No início de meu mandato, fui chamado na sede da Uniprime e seus diretores me perguntaram: em que podemos ajudar? Afinal, a maioria dos nossos cooperados frequenta a AMC (Associação Médica de Cascavel) e precisamos mostrar que nós também estamos fazendo parte da vida de cada um dos associados.

Flores, embelezamento, conservação, promoções, esportes algo que nos faça participar mais trazendo alegria e sorrisos. Surgiu um planejamento com móveis, campeonato de tênis e arborização.

Busquei nas revistas Plantas e Flores, da Abril Cultural, e na Exótica, exemplos de flores que não fossem roxas, pois prefiro cores vermelhas, amarelas, brancas, róseas, e marcamos uma reunião com o Claudino e o Ailton. Andamos em todos os cantos e discutimos sobre ajardinamento.

Imaginei a Associação Médica com o vozerio das crianças, o canto dos pássaros, as vozes dos pais que estariam de volta para o futebol, o tênis e o sol na piscina.

Ao ser avisado após assinatura de um contrato que os jardineiros tinham chegado, corri até lá e me deparei com um grande caminhão-baú lotado de sacos de adubo, terras especiais e muitas plantas em mudas e apetrechos para floricultura.

Há alguns fins de semanas, fui procurado pelo Lourival Giansante e o Grupo Amigo dos Rios para plantar orquídeas nas árvores. É algo que já vem sendo feito em toda a cidade e no entorno dos rios, um trabalho formiguinha que já vem dando flores em vários pontos da cidade.
Ao ver a música na internet, deparei-me com o Dr. Dimas Covas, presidente do Butantan, apresentando como sendo o Hino da Recuperação e a orquestra Brasil Jazz Sinfônica a executando, cantada por Renato Braz, em frente ao Instituto. Ele lembra que a música é um chamamento, um tributo à recuperação, revivendo após a pandemia.
Pensando em flores, reporto-me aos idos de 22 de março de 1982, em Baltimore, Mariland, quando lá estive em curso de Medicina. No dia da chegada, fomos para um hotel ligado à Universidade de John Hopkins, em frente ao hospital. No meio de uma larga avenida, havia um canteiro sem flores, mas bem cuidado. À noite fomos tomar um chope para brindarmos a nossa chegada, eu, Sonia e mais outros colegas.
Na manhã seguinte, acordamos cedo e fomos ao hospital, do outro lado da rua. Qual foi nosso espanto e alegria ao ver que a primavera chegara, pois todas as plantas estavam floridas… eram as hoyas, flores de cera, que desabrocharam de um dia para o outro, um espetáculo lindo e inesquecível.
Vi aqui, no Paraná, espetáculos bonitos que merecem ser citados, como o empenho e a dedicação da Dona Elizabeth Kazuyo Nishimori Komori que, com sua família, trouxe mudas de cerejeiras e as plantou entorno do Lago e ruas próximas à Igreja São João Batista. Na época da floração, muitos vão lá apreciar o belo espetáculo.
Em breve teremos a oportunidade de ver na Associação Médica de Cascavel orquídeas, strelitzias, bananeiras de jardim, alamandas amarelas, fórmios verdes, espirradeiras brancas, árvores no parque de diversão e araucárias embelezando o nosso ambiente.
Quem sabe teremos a oportunidade de realizarmos cursos de cultivo de flores e ikebana.

Enquanto estamos no vazio social, as plantas são adubadas e irrigadas para crescerem e mostrarem todo seu esplendor.

 

E o nosso poeta termina os seus versos:

Vê, as nuvens vão passando
Vê, um novo céu se abrindo
Vê, o sol iluminando
Por onde nós vamos indo
Por onde nós vamos indo

 

Para completar esta coluna, vejam no YouTube a orquestra Brasil Jazz Sinfônica executando a música de Paulo Soledade, cantada por Renato Braz em frente ao Instituto Butantan.

 

Dr. José de Jesus Lopes Viegas – CRM 5279 – presidente Associação Médica de Cascavel