Brasília – O pedido para que o Projeto de Lei 984/19, do deputado Vermelho (PSD), que cria uma estrada ecológica ligando o oeste ao sudoeste do Paraná, seja votado em regime de urgência, deve ser analisado nesta quarta-feira (2) pela Câmara dos Deputados. “Nossa luta dará mais um passo se conseguirmos 257 votos. Depois, haverá a discussão sobre o mérito”, diz o deputado, que defende o projeto com líderes do oeste e do sudoeste do Paraná. “Esse requerimento é de 2019, foi apreciado, foram colhidas as assinaturas em 2019. Já tem 20 partidos que assinaram o requerimento de urgência”, acrescenta.

O caminho que liga Capanema a Serranópolis do Iguaçu, ligando o oeste ao sudoeste do Paraná, tem 17 quilômetros. Foi fechado nos anos 80, depois reaberto à força no fim do século passado e novamente fechado em 2001, com violência, desta vez em definitivo. Até agora.

Famílias e empresários do sudoeste afirmam que a decisão interrompeu o convívio entre parentes e amigos das duas regiões. A luta desde sempre reuniu muitos líderes e nunca caiu no esquecimento. Mas parou no Congresso.

Segundo Vermelho, só na Câmara há quase 30 mil projetos para tramitar e, quando se consegue tirar um e pôr no regime de urgência, pega uma fila menor. Ele explica que a votação de hoje analisa apenas o pedido de urgência. A partir daí, vai depender de muita articulação política para que entre, de fato, em votação. A expectativa é de que isso ocorra ainda neste ano. “O presidente Jair Bolsonaro é simpático à causa”, lembra o deputado.

Há dois anos, em Cascavel, Bolsonaro disse que, se dependesse dele, o projeto teria andamento. Contudo, isso não aconteceu. “O presidente é simpático à ideia, nos encaminhou para a Itaipu, discutimos, e está bem propensa em contribuir com um concurso nacional e até internacional para que um escritório apresente um projeto mais sustentável possível”, acrescenta Vermelho.

Segundo ele, a ideia é juntar as entidades ambientalistas, construir uma entrada preservada, sem acesso ao parque, e limitar o trânsito, sem caminhões nem tráfego noturno, que seja uma estrada vigiada e controlada, “uma coisa importante que o homem possa fazer no ano de 2021, a exemplo de 30 estradas-parque que já existem”.

O deputado explica que o projeto apenas cria a nova unidade de preservação, mas que a forma como ela será, sua utilização, o controle e a própria gestão serão discutidos com a sociedade, “buscando um modelo de estrada que beneficie a todos”.

Vermelho defende uma integração entre ser humano e natureza, devolvendo o direito de ir e vir da população, sem prejuízo ao meio ambiente. “Queremos agilizar a votação do projeto e aproveitar a licitação das novas concessões do parque para fomentar o turismo, gerar renda e desenvolvimento à região, mantendo o meio ambiente equilibrado e harmonioso, aproveitando os recursos que Deus nos deu”, destaca.