Autoridades sanitárias do Brasil e da Venezuela vão elaborar conjuntamente um plano de atualização de registro de propriedades, produtores e rebanhos e vacinar contra a febre aftosa todos os bovinos e bubalinos nos municípios venezuelanos, Gran Sabana e Sifontes, e brasileiro de Pacaraima (RR), a partir de 1º de outubro. A medida está prevista em termo de entendimento mútuo firmado pelos representantes dos dois países.

Conforme o acordo assinado por Guilherme Marques, diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e por Wilmer Guerra, diretor de Saúde Animal Integral da Venezuela, nos demais municípios do estado de Bolívar, que faz fronteira com Roraima, a vacinação ocorrerá de acordo com compromissos do país alinhados com Phefa (Plano Hemisférico para Febre Aftosa). A última ocorrência de aftosa no rebanho venezuelano foi registrada em 2013.

O setor privado brasileiro repassará gratuitamente o quantitativo de vacinas contra a doença. O documento firmado entre os dois países foi também assinado por representantes da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) e da Federação e Confederação Nacional de Agricultores e Pecuaristas da Venezuela.

A atuação conjunta que visa à erradicação da febre aftosa na Venezuela está prevista na Resolução número 1 da Cosalfa (Comissão Sul Americana da Luta contra a Febre Aftosa), de abril deste ano, que reconheceu a “necessidade premente dos 13 países membros apoiarem a Venezuela”, sob a coordenação do Panaftosa (Centro Pan-Americano de Febre Aftosa).

Primeiro passo

A reunião começou a ser viabilizada a partir do primeiro encontro de brasileiros e venezuelanos em abril do ano passado, quando já foi decidida a vacinação oficial dos rebanhos bovinos e bubalinos em um raio de 15 km, traçados de ambos os lados paralelamente à linha de fronteira.

Marques disse ainda que “a estratégia do Panaftosa para a Venezuela é a de atuar em todo o país, vacinar e imunizar o rebanho inteiro e assim erradicar a febre aftosa do continente americano”.