Mais de um mês depois do assassinato de Gabriel Batista da Silva, de 21 anos, a Delegacia de Homicídios de Cascavel ainda não tem pistas do autor do crime. Já foram interrogadas dez pessoas e a hipótese de homofobia perdeu força diante de novos indícios que sugerem crime passional.

A Delegacia de Homicídios não revela detalhes das investigações, mas informou que não descarta possibilidade alguma até o momento. “A cidade de Cascavel nunca teve uma cultura de crimes de ódio, então essa não é nossa a principal linha de investigação. Qualquer hipótese só será descartada quando soubermos de fato o que ocorreu”, disse a responsável pela Delegacia de Homicídios de Cascavel, Mariana Vieira.

Segundo ela, foram solicitados exames ao Instituto de Criminalística de Francisco Beltrão e Curitiba e a polícia aguarda esses resultados que podem ajudar a identificar o assassino.

Gabriel foi morto com uma facada no peito no dia 1º de novembro na região norte de Cascavel e chegou a ser socorrido por populares, mas não resistiu ao ferimento e morreu antes de o socorro médico chegar.

Homenagem

Familiares e amigos de Gabriel Batista estiveram reunidos na Unesc (Universidade do Extremo Sul Catarinense) de Criciúma, semana passada, em uma solenidade de homenagem ao jovem. A faculdade inaugurou o Laboratório de Bacharelado em Teatro Gabriel Batista da Silva e a ideia de dar à sala o nome do estudante foi uma iniciativa dos colegas e da coordenação do curso de Teatro.