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COTIDIANO

Cresce a inadimplência no primeiro semestre deste ano

12 de julho de 2015 às 14:58
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Cascavel – A crise que assombra os brasileiros tem deixado muitos comerciantes preocupados em Cascavel. O comércio varejista é um dos setores mais atingidos pela inflação e com isso os consumidores estão mais cautelosos na hora de parcelar as contas.

A empresária Roseli Ribeiro há três anos trabalha com roupas femininas e para evitar os maus pagadores optou por não vender a prazo.

“Colocamos ao lado do caixa um recado avisando que não aceitamos mais cheque e nem venda no crediário. Limitamos o número de parcelas no cartão de crédito em até quatro vezes ou à vista damos desconto”, afirma.

A vendedora Suzana Cavalcante conta que para evitar uma conta de longo prazo está guardando todos os meses uma quantia para trocar o refrigerador.

“Como tenho acompanhado nos noticiários, há muitas demissões e não quero correr o risco de ficar desempregada e com dívidas. Já tive meu CPF [Cadastro de Pessoa Física] negativado por atraso no pagamento de parcelas e não quero repetir. É muito ruim ficar sem crédito na praça”, revela.

Os números do SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito) da Acic (Associação Comercial e Industrial de Cascavel) apontam que mais cascavelenses ficaram inadimplentes no primeiro semestre deste ano, se comparado com o mesmo período do ano passado.

De janeiro a junho de 2015 foram inclusos 25.437 CPFs no Serviço, mas deram baixa 14.633. Em 2014, foram inclusos 24.060 e 15.731 pessoas renegociaram suas dívidas. Agora, portanto, houve aumento de 6% na inclusão e redução de 7% na exclusão do nome sujo.

Em maio

Ainda em 2015, o mês de maio liderou o ranking da inadimplência em Cascavel com 4.599 documentos inclusos por falta de pagamentos, seguido de abril com 4.552 e março com 4.401.

Em compensação, maio também foi o mês quando mais houve negociações e retiradas do CPF do SCPC. Ao todo, foram 2.808 negociações. Para especialistas, o aumento mais acelerado da inadimplência tem a ver com a falta de planejamento.

Elas lideram

Os dados também revelam que as mulheres lideram os CPFs negativos. Dos números apresentados, 62,87% correspondem a elas, devendo e 37,1% deles, ou seja, são homens.

(Com informações de Eliane Alexandrino)

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