Covid: Brasil passa de 202 mil casos e mortes se aproximam de 14 mil

No mundo, avanço de mortes desacelera; já são mais de 300 mil vidas perdidas

Com o recorde diário de 13.944 novos casos, o Brasil chegou a 202.918 infectados pelo novo coronavírus, conforme dados do Ministério da Saúde atualizados nesta quinta-feira (14). O número de óbitos em decorrência do novo coronavírus no País subiu para 13.993, um acréscimo de 844 registros nas últimas 24 horas.

De acordo com a pasta, há pelo menos 2 mil mortes em investigação para identificar se a causa foi a covid-19 ou não.

Dos 202.918 casos confirmados do novo coronavírus no País, 109.446 estão em acompanhamento e 79.479 estão recuperados.

O Estado de São Paulo segue liderando em número de casos (54.286) e mortes (4.315) decorrentes da doença; seguido por Ceará (21.077 casos e 1.413 óbitos) e Rio de Janeiro (19.467 e 2.247).

O País já é o sexto em casos e mortes no mundo, onde há mais de 4,3 mil infectados, e 300 mil mortes.

O número de novos registros de óbito em 24 horas não indica efetivamente quantas pessoas morreram entre um dia e outro, mas o número de óbitos que tiveram o diagnóstico de covid-19 confirmado nesse intervalo. Alguns exames demoram até semanas. Além disso, os dados do Ministério da Saúde apresentam especificidades em relação aos dias da semana. Em fins de semana e feriados, os registros de contaminações e óbitos em decorrência do novo coronavírus costumam diminuir. Segundo técnicos da pasta, isso se dá pelo regime de plantão nos centros de saúde e em laboratórios, o que atrasa o repasse das informações.

Mortes desaceleram, mas já chegam a 300 mil

Mais de 300 mil pessoas já morreram no mundo pelo novo coronavírus desde o primeiro registro, em 11 de janeiro. Os dados são da Universidade Johns Hopkins (EUA) e se tratam de informações oficiais. O número real de óbitos por covid-19, porém, deve ser muito maior, considerando a subnotificação – faltam testes em massa em muitos países.

A velocidade com que as mortes ocorrem no mundo parece estar diminuindo. O número de mortes dobrou de 50 mil para 100 mil em apenas oito dias, de 2 a 10 de abril. Para que a marca dobrasse de 100 mil para 200 mil óbitos, foram necessários 15 dias. E, entre a marca de 150 mil e 300 mil mortes, foram 27 dias.

Um dos países que estão em ritmo ascendente é o Brasil, cujo aumento porcentual do número de óbitos diário é maior do que na Europa, antigo epicentro da pandemia. O número oficial de mortes crescia a 6,5% ao dia na sexta-feira (8), no Brasil. Em dia equivalente da epidemia na Itália, crescia a 3,1%. Há duas semanas, os ritmos dos dois países eram similares. Hoje o ritmo está em 2,5% na França; no Reino Unido, 3%; nos EUA, 8,2%; no estado de São Paulo, 4,6%.

Cerca de 30% das mortes em todo o mundo ocorreram nos Estados Unidos, com ao menos 86.465 óbitos causados pelo novo coronavírus Sars-CoV-2. Depois vêm Reino Unido (33.614), Itália (31.368), Espanha (27.321) e França (27.425). O Brasil está logo atrás.

Pandemia
A primeira morte pelo novo coronavírus foi anunciada pelas autoridades chinesas em 11 de janeiro. Os alertas para uma nova doença surgiram em dezembro no país, e a OMS (Organização Mundial da Saúde) foi avisada oficialmente em 31 de dezembro. Em março foi declarada pandemia, quando a doença é registrada em todos os continentes.


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