Nova York – A Coreia do Norte roubou US$ 2 bilhões (R$ 7,95 bi) em criptomoedas por meio de ataques cibernéticos para financiar seu programa de mísseis nucleares, de acordo com relatório da ONU (Organização das Nações Unidas) ao qual a agência de notícias AFP teve acesso nessa quarta-feira (7).

A ONU investiga pelo menos 35 casos registrados de Pyongyang nos quais a Coreia do Norte “atacou instituições financeiras e de câmbios de criptomoedas e realizou atividades destinadas a obter moedas estrangeiras”.

Conforme o relatório, “os ataques maciços contra câmbios de criptomoeda permitem que a Coreia do Norte gere receita de maneiras difíceis de serem rastreadas e sujeitas a menos supervisão e regulamentação do governo do que o setor bancário tradicional”.

A Coreia do Norte lançou diversos projéteis em menos de duas semanas e ameaçou realizar mais testes, em meio a temores de que esteja fortalecendo seu programa de mísseis.

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, disse que os últimos mísseis lançados na terça-feira (6) foram um aviso a Washington e Seul devido a seus exercícios militares conjuntos, informou a agência estatal KCNA.

“A Coreia do Norte também usou o ciberespaço para lançar ataques cada vez mais sofisticados, a fim de roubar fundos de instituições financeiras e mudanças na criptomoeda”, afirma o relatório.

A investigação do comitê de sanções do Conselho de Segurança da ONU também sublinhou que Pyongyang violou as resoluções ao transferir petróleo e carvão.

O Conselho de Segurança impôs várias sanções a Pyongyang desde que o país iniciou seus primeiros testes nucleares em 2006.