Medianeira – O mercado formal de trabalho na região oeste do Paraná enfrentou tropeços em outubro, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego. Desde março os índices de contratações com carteira assinada mantinham bom ritmo de crescimentos, em franca recuperação do período de crise. Contudo, mês passado o ritmo das efetivações perdeu fôlego, e registrou praticamente a metade do contratado em outubro de 2017, por exemplo.

As seis principais economias da região oeste avaliadas pelo Caged abriram 385 postos de trabalho com carteira assinada em outubro, contra 674 no mesmo mês de 2017, contrariando as expectativas do próprio comércio, que esperava um fluxo maior de efetivações devido às vendas de fim de ano. Mas foi ele mesmo quem liderou, pela primeira vez no ano, a contratação de mão de obra no período: foram 213 novos profissionais incorporados e em apenas um município o setor mais demitiu do que empregou: Foz do Iguaçu (-34).

Dessas seis cidades, duas tiveram saldo negativo no mês: Medianeira perdeu 100 postos de trabalho – a maioria na indústria da transformação que eliminou 36 vagas; e Assis Chateaubriand, com 11 vagas fechadas, saldo também puxado pela indústria.

Em Toledo foram criadas 17 vagas e, em Cascavel, 314 novas carteiras assinadas.

Responsável por puxar o bom ritmo de contratações no ano, serviços teve expressivo recuo em outubro. Aliás, na metade dos municípios avaliados no oeste o setor mais demitiu do que empregou: Toledo (-30); Medianeira (-32) e Assis Chateaubriand (-10).

Apesar dos números de outubro, no acumulado do ano as contratações formais são consideradas recordes.

O saldo é o melhor dos últimos cinco anos, com 8.026 novas carteiras assinadas na região de janeiro a outubro. Nos dez meses do ano passado haviam sido gerados 4.731 postos de trabalho, avanço de 70%.

Mais da metade das novas efetivações de 2018 (4.504) foram geradas pelo setor de serviços, seguido pela indústria, com 2.226 novos postos.