Cascavel – A unificação da Central de Leitos e centrais regionais de regulação de urgência e emergência para a implantação do Complexo Regulador Macrorregional já teve o primeiro passo dado. O Consamu (Consórcio Intermunicipal Samu Oeste) está fazendo adequações físicas no espaço que deve abrigar a central de regulação Macro-Oeste. “Estamos preparando um espaço físico maior para receber o novo contingente de funcionários, pois teremos mais médicos, enfermeiros, telefonistas e equipe administrativa para fazer a regulação. Estamos em implementação da chamada Fase 1, que é a união da central de regulação do Samu Oeste com a Central de Leitos [até então operacionalizada pela 10ª Regional de Saúde]. Além da readequação física, também serão readequados os sistemas de telefonia, internet, além da compra de novos móveis”, explica o diretor-técnico do Consamu, Rodrigo Nicácio.

A ideia da Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) é reunir na mesma sala especialistas em regulação para a tomada de decisões rápidas em prol dos pacientes, já que todas as solicitações ficarão centralizadas.

A expectativa do Consamu é de que a operação da Central já tenha início em novembro. “Dependemos da finalização da obra e também da contratação dos cerca de 30 servidores do concurso. As fases 2 e 3 seriam a incorporação das regulações dos Samus de Foz do Iguaçu e Pato Branco na nova central, mas isso ainda não tem data para acontecer”, afirma Rodrigo.

O sistema utilizado hoje para a regulação também será alterado e o Consamu já deve iniciar a fase de testes a partir do dia 15 de outubro. “Novos softwares estão sendo desenvolvidos, com uma linguagem mais ágil e moderna e com ferramentas novas. O Samu Oeste foi escolhido para estrear o sistema. No dia 15 já vamos começar a utilizar o módulo Samu apara atender as demandas do 192. E depois utilizaremos o módulo Leitos, que vai abranger tudo”, comemora Nicácio.

Leitos

Com o Complexo Macrorregional a ideia é amenizar o grande problema da falta de leitos, especialmente na região oeste, que é uma das que mais sofrem com a situação. Mas isso deve se dar por conta da ampliação de possibilidades para a regulação e não um aumento no número de leitos disponíveis. “Teremos que trabalhar com os leitos disponíveis, ou seja, teremos que melhorar o processo com o que já está contratado, que sabemos que é insuficiente. Com o Complexo vamos poder buscar mais vagas em hospitais com leitos ociosos na macrorregião”, esclarece Rodrigo.

O diretor técnico do Consamu também ressalta a necessidade da abertura de novas casas hospitalares. “O oeste precisa muito de leitos de retaguarda. Será fundamental nesse processo de regulação a abertura do Hospital Regional de Toledo e a conclusão das obras do HU (Hospital Universitário)”.

 

O que o Complexo Regulador?

O Estado foi dividido em quatro grandes regiões, com cidades referência: Cascavel, Maringá, Londrina e Curitiba. A macrorregião de Cascavel é formada pelas regionais de Pato Branco, Francisco Beltrão, Foz do Iguaçu e Toledo, totalizando 94 municípios. E a partir disso, um comitê gestor deve auxiliar na gestão dessas macrorregiões.

Além de Curitiba, onde um projeto-piloto já está sendo implantado, a região oeste será a primeira a receber a mudança por ser a que mais apresenta dificuldades com a falta de leitos no Estado. A implantação será gradativa e a expectativa é que seja concluída até o fim de 2019.

Os gestores regionais elaboram projetos específicos com base nas necessidades de cada região. O projeto de Cascavel já foi aprovado pela CIB – PR (Comissão Intergestores Bipartite) em Curitiba. A apresentação para avaliação e validação dos prefeitos das cidades que fazem parte da macrorregião também já foi realizada.

Para o Consamu, a tarefa de operacionalizar o Complexo Regulador é um grande desafio. “É um modelo novo de regulação, processos novos, sistema novo, mas mais uma vez o oeste será referência pro Estado do Paraná, assim como o Aeromedico que também começou aqui e expandiu”, complementa Nicácio.