Comunidade terapêutica promete protesto em frente à prefeitura

A instituição precisa de R$ 25 mil por mês para se manter, dos quais R$ 18 mil vêm governo federal. Há três anos a conta não fecha.

Reportagem: Juliet Manfrin

Toledo – Coronavírus – Ligue

Toledo – Seis em cada dez pessoas que passam pela Associação Beneficente Beit Abba, em Toledo, hoje têm outra vida. Em oito anos de existência, cerca de 700 homens com 18 anos ou mais que têm problemas com álcool e outras drogas passaram pela entidade sem pagar pelo tratamento, que dura nove meses. Com capacidade para 35 pessoas, a comunidade terapêutica vive com ocupação máxima. São pessoas que buscam ajuda nas raras estruturas gratuitas que ficaram abertas na região.

A instituição precisa de R$ 25 mil por mês para se manter, dos quais R$ 18 mil vêm governo federal. Há três anos a conta não fecha.

Com demandas crescentes, as pessoas chegam ali encaminhadas pelo programa SIM/Paraná, pelo Cras, pelo Caps AD, pela família ou por vontade própria em atendimento a parte da área de abrangência da 20ª Regional da Saúde, de Toledo.

A situação complicada para manter as contas em dia só não piora porque a instituição conta com doações e faz malabarismo para manter tudo em dia. Segundo a gestora Sonia Aparecida Marta, há três anos ouve com frequência que o Município de Toledo vai fazer o repasse de R$ 7 mil mensais, verba que nunca entrou na conta da instituição. Cansada, ela diz que não vai mais esperar.

Sonia, que já esteve com o prefeito Lúcio de Marchi para tratar do assunto, afirma que, caso o edital para renovação do convênio – que vigorou na gestão passada – não seja publicado em três dias, a contar dessa segunda-feira (23), fará um grande protesto em frente ao Paço Municipal. “Cansei de ouvir promessa, de levar documentos… todas as vezes que pedem eu levo um monte de coisas, atualizo tudo o que é pedido, mas até agora nada. Há três anos tem sido assim, mas agora acabou. Na sexta-feira levaremos pneus para a frente da prefeitura e atearemos fogo. Faremos um grande protesto. É um descaso social o que vem acontecendo aqui”, desabafa.

A gestora afirma ainda que são frequentes as idas à Secretaria de Saúde, onde o projeto está parado.

A reportagem tentou contato com a secretária Denise Liehl, mas ela não foi localizada. O Jornal O Paraná também procurou a Secretaria de Comunicação da prefeitura, mas também não houve retorno.


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