Curitiba – Este deve ser o melhor Natal dos últimos quatro anos. Segundo sondagem realizada pela Fecomércio PR (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), 81,7% dos paranaenses pretendem comprar presentes para comemorar a data mais influente do comércio varejista. No ano passado, a intenção de compras para o Natal era de 76,5%, em 2016 era de 75,5% e em 2015 foi de 77%.

A expectativa é de que as festividades de fim de ano possam aumentar ainda mais as vendas do varejo, que acumulam alta de 5,83% até o terceiro trimestre, conforme dados da Pesquisa Conjuntural da Fecomércio PR.

Os consumidores que pretendem presentear até cinco pessoas somam 71,2%. Os que querem presentear entre seis e dez pessoas são 26,7%. Os mais generosos, que pretendem comprar um presente ou lembrança para mais de dez pessoas, correspondem a 2,1%.

A sondagem mostra ainda que este Natal será o melhor desde 2014 também em termos de valores. Os paranaenses pretendem gastar mais, com um tíquete médio em R$ 312,25 para a compra de todos os presentes. No ano passado o valor foi de R$ 240; em 2016 de R$ 292,50, em 2015 de R$ 256 e de R$ 295 no Natal de 2014.

Pagamento

Segundo a sondagem, o pagamento a vista será a preferência de 54,3% dos paranaenses, sendo 30,1% em espécie e 24,2% no cartão de débito. O uso do cartão de crédito para pagamento no vencimento será a escolha de 13,5%.

A compra parcelada no cartão de crédito deve ser a opção de 30,8% dos consumidores. O carnê ou crediário aparece como possibilidade de pagamento apenas para 1,4% dos consumidores.

Consumidores acreditam em um 2019 melhor

O aumento na intenção de compras para o Natal e a disposição de empenhar um valor maior em compras são reflexos da ampliação da confiança dos paranaenses. As eleições e as futuras transições de governo têm influenciado diretamente na perspectiva por tempos melhores para a economia do Estado e do País.

A opinião dos paranaenses sobre o futuro da economia brasileira nunca foi tão otimista. Questionados pela sondagem da Fecomércio PR, 75,6% dos entrevistados acreditam que a situação do País deve melhorar em 2019, o maior percentual da série histórica da pesquisa. No fim do ano passado, a parcela de otimistas correspondia a 41,1%, enquanto em 2016 era de 29,7% e, em 2015, de apenas 24,7%.

Taxa de desemprego cai para 11,7% em outubro

Rio de Janeiro – A taxa de desocupação fechou o trimestre móvel no mês de outubro em 11,7%, caindo 0,6 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (maio/julho), quando a taxa foi 12,3% – confirmando que o desemprego continua em queda no País.

Ainda assim, o País fechou o trimestre móvel encerrado em outubro com uma população de 12,4 milhões de pessoas desempregadas, número 4% inferior ao do trimestre encerrado em julho – menos 517 mil pessoas sem emprego.

As informações foram divulgadas ontem (29) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e fazem parte da pesquisa nacional por amostra de domicílio – Pnad Contínua.

Os dados do IBGE indicam que a população ocupada no fim de outubro chegava a 92,9 milhões, aumento de 1,4% (mais 1,2 milhão de pessoas) em relação ao trimestre de maio a julho deste ano; e mais 1,5% (1,4 milhão de pessoas) na comparação com o trimestre de agosto a outubro de 2017.

Taxa de subutilização

Uma análise detalhada da Pnad Contínua mostra que a taxa de subutilização e de pessoas desalentadas aponta relativa estabilidade, o que reforça a tese de que o desemprego vem caindo em decorrência da informalidade.

A taxa de subutilização da força de trabalho, por exemplo, que ficou em 24,1% no trimestre de agosto a outubro, caiu apenas 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, quando estava em 24,5%. Em relação ao mesmo trimestre de 2017, o quadro foi de estabilidade (23,8%).

O mesmo ocorreu em relação à população subutilizada, que ficou estável em 27,2 milhões, em comparação ao trimestre de maio a julho deste ano (27,6 milhões). Em relação ao mesmo trimestre de 2017 (26,6 milhões), esse grupo cresceu 2,6% (mais de 696 mil pessoas).

Já o número de pessoas desalentadas fechou o trimestre móvel encerrado em outubro em 4,7 milhões, também ficando estável em relação ao trimestre maio a julho.