Chuva freia queimadas, recupera pastagem e ainda auxilia o trigo

A chuva foi extremamente benéfica para diversos setores

Palotina – A chuva dessa segunda-feira (15), após quase um mês sem precipitação em volumes expressivos, resultou numa média de 20 milímetros em todo o oeste do Paraná. Apesar de ter retirado as máquinas do campo que faziam a colheita do milho, ela foi extremamente benéfica para diversos setores. O principal deles é que interrompeu o ciclo de queimadas, já que as vegetações ficaram bastante secas após as geadas do início do mês e se tornaram um verdadeiro combustível para as chamas.

Somente na semana passada, segundo atendimento das defesas civis e do corpo de bombeiros, foram cerca de 100 registros na região oeste, alguns de grande proporção.

Outro ponto de extrema importância, aliada à qualidade do ar e de melhora nas condições de saúde, é que a chuva vai fazer com que parte das pastagens, dizimadas com as geadas, possa brotar e reduzir as perdas dos agricultores que já estão gastando mais para alimentar o gado.

Elas também são benéficas ao desenvolvimento do trigo, onde 60% das áreas foram atingidas em cheio pelos dias de frio excessivo por todo o oeste. Apesar de boa parte dessas perdas ser irreversível, há o consenso dos técnicos de que ela contribui, e muito, para as lavouras menos atingidas ou que não foram prejudicadas.

Segundo o técnico do Deral (Departamento de Economia Rural) do Núcleo Regional da Seab em Cascavel José Pértille, um relatório sobre as condições das lavouras de trigo será divulgado no dia 22 deste mês, pois um levantamento ainda está em andamento.

Quanto ao milho safrinha, os produtores aguardarão só a água da chuva secar para retomar a colheita que já está na reta final.

Ainda de acordo com o Deral, ao menos 85% dessas áreas já foram colhidas mantendo a previsão de uma média de produtividade recorde para o ciclo, de cerca de 300 sacas por alqueire. Isso significa que, em quase 302 mil alqueires cultivados no oeste (730 mil hectares), a expectativa se confirma em uma supersafra de 5,5 milhões de toneladas, a maior para um cultivo de inverno da história regional.

Até o momento, 620,5 mil hectares já foram colhidos, restando então pouco menos de 110 mil hectares, o que deve estar nos silos e armazéns até o fim deste mês. Os produtores terão uma semana de tempo firme para remover o milho do campo, mas a umidade, segundo o Simepar, será bastante elevada, acima dos 80%. Só deve voltar a chover na terça e na quarta-feira da semana que vem. Até lá o sol não deve aparecer muito, com dias bastante nublados.

Já os termômetros, que andaram em elevação na semana passada chegando aos 30ºC em Palotina, prometem despencar hoje e amanhã com mínima, nesses dois dias, de 7ºC e máxima que não supera os 18ºC hoje e os 20ºC amanhã no oeste. Não há promessa de geada para os próximos 15 próximos dias e os termômetros já entram em elevação a partir de quinta-feira.

Reportagem: Juliet Manfrin 



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