Centro de reabilitação para Álcool e Droga mantém atendimento via telefone

De acordo com a Organização Mundial de saúde o índice de recuperação de usuários drogas é de cerca de 20%

Em Cascavel, o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Droga (CAPSad) acompanha em média 250 pacientes, entre crianças, adolescentes e seus familiares, mensalmente, devido ao uso, abuso ou dependência de álcool e outras drogas. De acordo com as orientações do Centro de Operações de Emergência (COE) para enfrentamento da pandemia causada pelo novo coronavírus,  o   CAPSad readequou suas práticas de atendimentos, que deixaram de ser presenciais com participação dos usuários  em oficinas terapêuticas e consultas com profissionais especializados, para o acompanhamento via call center tanto para os adolescentes quanto aos seus familiares.

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O atendimento multiprofissional do CAPSad é composto por clínico geral, psiquiatra, equipe de enfermagem, assistente social, psicólogos e terapeuta ocupacional. Também são oferecidas oficinas terapêuticas e terapias complementares, além de atendimento familiar com médicos e psicólogos se necessários e grupos de psicologia para as familiar.

De acordo com a psicóloga do CAPSad, Fabiana da Costa Oliveira (CRP- 08/7072), o  atendimento via call center oportuniza não somente prestar assistência as necessidades emergenciais dos usuários e seu familiares, como também o acompanhamento do quadro clínico deste paciente.

“Ao constatar a piora destes usuários, os técnicos do serviço procuram tomar as providencias necessárias para resolutividade do caso, como agendar consultas psiquiátricas de urgência para os adolescentes e seus familiares. Além disso, providencia o acesso e a continuidade da prescrição dos medicamentos usados pelos mesmos, como também após avaliação do caso encaminhar os pacientes em uso crônico de drogas para internação para desintoxicação em hospital psiquiátrico”, explicou Fabiana.

“Constata-se que neste período a melhor forma de proteção ao uso de drogas é a participação ativa dos pais no monitoramento e supervisão dos adolescentes, informando-se sobre a vida dos filhos, o que fazem no tempo livre, onde vão quando saem, suas amizades”, destaca.

“Os pais ou responsáveis devem proporcionar a este adolescente ambiente de diálogo de afeto, e acolhimento, como também de Limites e regras bem estabelecidas”, finaliza a psicóloga.

 

Álcool e Droga: o desafio diário

De acordo com a coordenadora do CAPSad, a assistente social Caroline Defaveri (CRESS-8239), o centro atende crianças e adolescentes, sendo a principal faixa etária entre os 15 e 17 anos. No entanto, o que vem chamando a atenção da equipe multiprofissional é que nos últimos anos cada vez mais jovens e com experimentações iniciais de substâncias psicoativas ainda na infância ou no inicio da adolescencia (11 e 12 anos) se somam aos casos já monitorados.

“Quanto mais jovem o ser humano começa a usar álcool ou outras drogas maior é a chance de, futuramente, desenvolver algum transtorno psiquiátrico ou dependência química. Os adolescentes atendidos são predominantemente do sexo masculino; atualmente cerca de 75% dos casos ativos do CAPSad”, alertou Caroline Defaveri.

Conforme o CAPSad, as substâncias psicoativas mais consumidas então: álcool, maconha e cocaína. O Tabaco é associado a todas essas substâncias em 90% dos casos atendidos pelo centro psicossocial.

De acordo com a Organização Mundial de saúde o índice de recuperação de usuários drogas é de cerca de 20%, que é uma realidade vivenciada pelo CAPSad também.

“As estratégias que trazem essa resolutividade para o caso de cada paciente primeiramente é o apoio familiar, bem como o vínculo e aceitação da família as orientações da equipe do CAPSad. Por se tratar de uma doença grave e que incide em prejuízos em várias áreas da vida é necessário que o paciente tenha suporte para passar por períodos difíceis”, enfatizou a coordenadora do CAPSad.

“Outro diferencial é o perfil do profissional que trabalha com o tratamento de dependentes de álcool e outras drogas, visto que o paciente e a família trazem consigo demandas muito grandes e este profissional deve estar disposto a atender situações complexas e sempre se atualizar, visto as mudanças constantes nos contextos de uso de drogas e o surgimento de diversas substâncias”, finalizou a assistente social, Caroline Defaveri.

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