Foi uma campanha inédita na história dos Jogos Pan-Americanos, com direito a recordes de ouros (55) e total de medalhas (171). Pela primeira vez desde São Paulo 1963, o Brasil termina o evento em segundo lugar no quadro geral de medalhas, atrás somente dos Estados Unidos. O desempenho superou também as marcas obtidas no Rio de Janeiro, em 2007, que até então era a edição mais medalhada do País com 157 pódios (65 ouros, 40 pratas e 52 bronzes). De quebra, ainda conquista 29 vagas olímpicas para Tóquio 2020, principal objetivo do COB em Lima.

Ao todo, 41 modalidades conquistaram medalhas em Lima, sendo que 22 ganharam ao menos um ouro. Para completar a série de números expressivos, 18 modalidades melhoraram seus resultados em relação a Toronto 2015, enquanto 11 delas fizeram as melhores campanhas em todas as edições dos Jogos.

Com o término do Pan, as atenções do COB se voltam ainda totalmente para Tóquio 2020. Os velejadores Jorge Zarif (classe Finn), Robert Scheidt (Laser) e a dupla Ana Barbachan e Fernanda Oliveira (470) já estão no Japão, em Enoshima, ambientando-se ao palco das competições no ano que vem, onde será realizado o evento-teste da modalidade, a partir do próximo fim de semana. Quem também desembarca em breve no país são os judocas brasileiros, que disputam o Campeonato Mundial entre 25 de agosto e 1º de setembro, na capital japonesa.

 

As vagas

Nos Jogos Pan-Americanos de Lima, o Brasil conquistou 29 vagas diretas para a Olimpíada de Tóquio em nove modalidades diferentes: handebol feminino (14 atletas), adestramento (3), CCE (3), saltos (3), pentatlo feminino (1), tênis masculino (1), tênis de mesa (1) e vela (2). As vagas garantidas na capital peruana se juntam a outras 74 já obtidas pelo País para os Jogos do ano que vem: futebol feminino (18), maratona aquática (1), natação (12), rúgbi 7 (12), vela (5), vôlei feminino (12) e vôlei masculino (12).