Foz do Iguaçu – Mais cinco municípios do Paraná – Ponta Grossa, São Miguel do Iguaçu, Porto Rico, Sertaneja e Iguatu – registraram nesta semana casos autóctones de dengue, ou seja, as pessoas foram infectadas na própria cidade, o que confirma a circulação do vírus. Esses municípios, com exceção de Ponta Grossa, estão localizados nas regiões que atrai a atenção dos órgãos de vigilância sanitária: norte, noroeste e oeste do Paraná.

No total, são 44 municípios paranaenses que apresentam os 142 casos confirmados da doença. Os dados estão no boletim epidemiológico sobre a situação da dengue, chikungunya e zika divulgado nessa terça-feira (15) pela Secretaria da Saúde do Paraná.

O aumento de cerca de 10% (na semana passada eram 129) se dá porque vários municípios fizeram recesso no fim do ano e acumularam as notificações nesta semana. “Isso já era esperado”, explica a médica veterinária Ivana Belmonte, da Vigilância Ambiental da Secretaria. “Não significa que todas essas notificações se referem a casos da última semana”.

Alto risco

Cinco municípios do oeste constam no mapa com alto risco de epidemia: Guaíra, Palotina, Santa Helena, São Miguel e Foz do Iguaçu. Cascavel consta como médio risco. No geral, o oeste já representa um quarto do total de casos no Paraná: 36.

O Município Foz do Iguaçu é o mais preocupante, onde já foram confirmados 23 casos de dengue no atual ciclo epidemiológico. Na abrangência da Regional de Saúde de Foz o total é de 27 casos. Na Regional de Cascavel são quatro registros e, na de Toledo, cinco.

Dos dois novos casos em Foz, um deles tem sinal de alarme; o segundo, mais grave, é de um residente no Paraguai, portanto não consta das estatísticas.

Alerta

A Secretaria da Saúde também reforça o importante papel que a população tem para minimizar a incidência da dengue no Paraná. “A proliferação do mosquito transmissor aumenta muito no verão e é absolutamente necessário que as pessoas eliminem todo tipo de água parada como vasos de plantas, garrafas, lixo, bebedouros de animais, entre outros onde as larvas do mosquito se criam”, afirma Ivana Belmonte.

Os casos mais graves costumam ocorrer em determinados grupos de risco, composto por idosos, gestantes, lactentes menores (29 dias a 6 meses de vida), imuno-suprimidos, pessoas com algum tipo de doença crônica pré-existente, como hipertensão arterial, diabetes mellitus, anemia falciforme, doença renal crônica, entre outras.

O verão, com temperaturas mais altas e o clima chuvoso, propicia o acúmulo de água e o desenvolvimento do mosquito Aedes aegypti.

Entre os criadouros mais comuns estão vasos e pratos de plantas, garrafas pet, copos plásticos, sacolas, latas e outros materiais recicláveis. Também existem outros vilões que nem sempre estão à vista, como calhas entupidas, ocos de árvores, bromélias e bandejas externas de geladeira.