Ainda não há previsão para que a Apac (Associação de Proteção e Assistência aos Condenados) realmente aconteça em Cascavel. É que apesar da promessa do ministro Extraordinário de Segurança Pública Raul Jungmann da liberação de R$ 10 milhões para a construção, quase dois meses depois da promessa feita – durante inauguração do posto da PRF na BR-277 no dia 23 de março – não há nem sinal da verba.
A informação de quando a quantia será depositada foi solicitada à assessoria do Ministério, até agora sem resposta à reportagem. De acordo com a presidência da Apac em Cascavel, a notícia é de que há, realmente, um fundo de R$ 2 bilhões no Ministério. E que parte dessa verba seria
destinada à construção de unidades.
Enquanto isso, reuniões mensais são realizadas em Cascavel e a de maio ocorreu ontem, no Fórum Estadual, com participação da diretoria da Associação e da juíza Cláudia Spinassi, que está à frente do projeto.
O terreno já foi doado pela prefeitura e o projeto para construção está pronto, de acordo com o presidente da Apac, Alci Rotta. “O projeto foi para Brasília, eles pediram algumas alterações que já foram feitas, e esse material já voltou para lá”, afirma.

Mais problemas

Porém, além da verba, há outro imbróglio. É que o Estado teria de bancar a associação e contratar servidores. Mas aí existe o limite prudencial e há discussão para talvez terceirizar o serviço, o que contraria os sindicatos de agentes.

De acordo com a diretoria da Apac, a governadora Cida Borghetti demonstra mais interesse em resolver a situação, e a esperança é de que a obra se inicie ainda neste ano, para fazer funcionar a associação que tem um terço de custo do sistema penitenciário e consegue devolver os presos ressocializados após cumprimento da pena. Enquanto a Apac não funciona, efetivamente, em Cascavel, o sistema penitenciário está inchado e o cadeião, já desativado, ainda abriga presos.