Cascavel – A Polícia Rodoviária Federal encerrou domingo (2) a Operação Ano Novo sem nenhum acidente grave na região de Cascavel. Durante este período, os policiais trabalharam com foco em coibir condutas que trazem riscos à segurança viária, como as ultrapassagens indevidas, a combinação de álcool e direção e o uso dos dispositivos de retenção, nos mais de 500 quilômetros de rodovias federais. Foram registrados quatro acidentes, com seis pessoas feridas, mas nenhuma com gravidade e nenhum óbito.

Durante os quatro dias, foram abordados 1.226 veículos e 1.399 pessoas. No total, 1.121 condutores foram testados com teste do etilômetro, destes, 13 foram autuados por dirigir sob influência de álcool e dois foram presos por apresentarem teor alcoólico acima de 0,33 mg/l. Outros 28 se recusaram a fazer o teste, mas foram autuados e terão que pagar multa de R$ 2.934,70, além de terem o direito de dirigir suspenso por um ano.

 

AMIGOS DE GOLE

Um dos casos é que chamou a atenção ocorreu no domingo. No fim da tarde quando a PRF deu ordem de parada a um motorista que parou e o condutor se recusou a fazer o teste de etilômetro. Os policiais orientaram o motorista a chamar outro condutor para levar o veículo. Cerca de meia hora depois, o chegou um veículo com duas pessoas que também testaram positivo para o teste do ‘bafômetro”. Um deles, inclusive, devido ao teste ser superior a 0,33 mg/l acabou sendo preso.

 

MULTAS

Outro dado que chama a atenção é que os policiais registraram 744 autuações. Destes, 85 condutores foram flagrados trafegando acima dos limites de velocidade, 136 condutores foram autuados por estarem sem o cinto ou por transportar passageiro sem o dispositivo. Os flagrantes referentes a falta do uso da cadeirinha por parte das crianças somaram 36 ocorrências.

Nos quatro dias, foram ainda 115 condutores flagrados realizando manobras de ultrapassagem indevida; 8 pessoas foram presas, sendo quatro por crimes de trânsito, duas por tráfico de drogas e duas mandados de prisões foram cumpridos.

 

PARANÁ

Em todas as rodovias do Estado foram registrados 78 acidentes, 93 feridos e cinco morte. Na operação do ano passado, durante o período de restrições impostas pela pandemia, entre os dias 31 de dezembro de 2020 e 3 de janeiro de 2021, 86 acidentes foram atendidos, 117 pessoas ficaram feridas e teve apenas um óbito.

Segundo a PRF do Paraná, que atua em cerca de quatro mil quilômetros de rodovias federais, foram fiscalizadas 11.384 pessoas e 10.962 veículos; 2.871 infrações foram registradas pelos policiais e 134 veículos foram recolhidos, por diferentes irregularidades. Além disso, sete veículos foram recuperados e 35 pessoas foram detidas por diversos motivos.

Os policiais flagraram 124 motoristas dirigindo bêbados, sendo que 8 deles foram presos. 532 condutores ou passageiros estavam sem o cinto de segurança, além de 99 flagrantes em que crianças não utilizavam adequadamente um dispositivo de retenção, como a cadeirinha.

Foram registradas 409 ultrapassagens irregulares durante o feriado, representando mais de quatro flagrantes por hora de operação. Esse tipo de ultrapassagem é responsável pela maioria dos acidentes do tipo colisão frontal, onde o motorista não consegue efetuar em tempo a manobra de ultrapassagem ou força a ultrapassagem, colidindo frontalmente com o veículo que está trafegando no sentido contrário.

 

Equipes atenderam 82 ocorrências no Anel de Integração do Paraná

 

As equipes do Corpo de Bombeiros e do Sistema de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) atenderam 82 ocorrências nas rodovias do Anel de Integração durante o recesso de fim de ano, entre 23 de dezembro de 2021 e 2 de janeiro 2022. De acordo com o levantamento da Corporação, 135 pessoas foram socorridas nos acidentes rodoviários no período.

O tempo de resposta nos atendimentos de emergência não passou de 15 minutos, sendo que entre o sábado (1) e o domingo (2) as equipes levaram, em média, cerca de sete minutos para chegar aos locais de acidentes. Foi o menor tempo registrado desde 7 de dezembro, quando os Bombeiros começaram a contabilizar as respostas às ocorrências.

“Houve um pequeno aumento no tempo médio de resposta durante recesso de fim de ano, se comparado aos registrados até então, quando chegamos a uma média de 10 minutos para realizar os socorros”, ressalta o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Manoel Vasco. “Isso é compreensível por causa do fluxo intenso de veículos nas rodovias nesta época do ano, que dificulta o acesso das equipes. Mesmo assim, nossos profissionais não mediram esforços para fazer os atendimentos de forma mais célere possível”.