A redução dos homicídios dolosos (quando há a intenção de matar) reflete a análise dos locais e áreas de ocorrência e integração das forças policiais de Foz do Iguaçu. A afirmação é do secretário Municipal de Segurança Pública, Reginaldo Silva, considerando os dados da Coordenadoria de Análise e Planejamento Estatístico (Cape) da Secretaria Estadual de Segurança Pública.

De acordo com a estatística, o número de crimes contra a vida caíram mais de 32% nos primeiros cinco meses do ano. A tendência de queda começou em junho de 2020, coincidindo com as operações conjuntas de combate às festas clandestinas e aglomerações como estratégia para evitar a propagação do coronavírus (covid-19).

O secretário afirma que todas as ações são planejadas a partir da análise do levantamento das informações que são repassadas pela Cape de Foz do Iguaçu, única cidade do interior do Paraná a contar com a estrutura. “Esse planejamento se soma ao trabalho que é feito pelo Observatório de Segurança de Secretaria. Podemos trabalhar o antes, o durante e o depois na área da segurança pública”, disse Reginaldo Silva.

Os dados permitem a confecção do mapa de calor, identificando os pontos, locais, horários, dias da semana e mês onde acontecem as principais ocorrências. “Conseguimos identificar, nas reuniões das Câmaras Temáticas do Gabinete de Gestão Integrada de Segurança Pública de Fronteira (GGIFron) com outras forças, o que aconteceu, como estão atualmente os trabalhos e um planejamento para as ações futuras de segurança”, disse.

Ao todo, representantes de 21 órgãos participam do GGIFron. “Devemos muito dessas ações, destes ótimos resultados que vem baixando os índices de criminalidade em uma média muito boa, até mesmo com um diferencial se comparar com outras cidades. A questão do homicídio e também furtos, roubos, as perturbações da tranquilidade, também diminuíram bastante, até mesmo por causa das ações integradas”.

Laboratório

Na avaliação do secretário, a redução dos índices não é só mérito das forças de segurança, mas da sociedade e de entidades que participam das ações e trabalhos relacionados à segurança pública. “O GGIFron trabalha com reuniões mensais, analisando como está e o que podemos fazer para melhorar o preventivo, com as forças de segurança mais próximas da população”.

Foz do Iguaçu é um laboratório de segurança pública, afirma Reginaldo Silva. A cidade é sede do Centro Integrado de Operações de Fronteira, exemplo único no Brasil, que é o chamado Fusion Center (CIOF). “Temos também, inclusive sendo construindo na Avenida Tancredo Neves, na entrada da Vila A, de frente para o Jardim Jupira, um Centro Integrado de Operações Policiais”, informou.

A estrutura, segundo o secretário, terá presença de várias forças de segurança trabalhando em conjunto. Reginaldo conclui destacando a importante participação da população, “que acredita, confia e participa também dessas ações, ligando, denunciando, passando informações e o resultado é esse, uma diminuição geral nos índices de criminalidade, principalmente no que se diz respeito à vida”.