Salas de aula, laboratórios e espaços administrativos onde professores e alunos possam ser vistos do lado de fora. Assim será a Escola Municipal da Transparência em Cascavel, construída com dinheiro economizado nas licitações dos uniformes escolares. O prédio terá salas para ensino regular e infantil, administrativo, ginásio poliesportivo e auditório.

Os chefes do Executivo municipal gostam de empregar movimentos em voga e a bola da vez é ter uma gestão transparente.

A Secretaria de Educação concluiu o projeto para licitar a edificação para atender crianças em ensino integral que terá, inclusive, uma cartilha para explicar a obra e a conduta: pedido feito ontem pelo prefeito Leonaldo Paranhos (PSC) ao apresentar a obra: “A ideia é que desde cedo eles [alunos] conheçam esse novo momento nacional. Temos que incentivar as crianças a entenderem o que significa transparência. Economia, respeito e transparência serão aspectos ressaltados nessa escola”.

A obra tem um custo estimado de R$ 8,6 milhões. Os engenheiros incluíram no projeto acessibilidade e reaproveitamento da água da chuva e iluminação solar. Serão ao todo 4 mil metros quadrados. A estrutura ficará na zona norte da cidade. “Tem uma demanda reprimida muito grande na região e a estrutura será modelo. Quando assumimos entregamos os uniformes escolares, fizemos nova licitação no fim do ano de 2017, entregamos os kits em fevereiro; fizemos outra em 2018 e já estamos com a licitação de 2019 pronta. Tivemos uma economia nesses processos e vamos investir nessa obra”, explica Paranhos.

Outras obras

Na educação, os investimentos anunciados pela prefeitura contemplam ainda a Escola Municipal Anibal Lopes, com uma reforma que custará R$ 3,3 milhões. Ontem a foi assinada a autorização para abertura da licitação.

Também foram ressaltados os investimentos que serão feitos na Escola Municipal Gladis Tibola, que hoje funciona em um barracão alugado na Rua Erechim. “O poder público não teve sensibilidade com uma escola tão importante [crítica à gestão de Edgar Bueno]. Chegou a ser anunciada a extinção da escola, que tem um papel importante na comunidade. Cresceu muito no Ideb”, disse o prefeito Leonaldo Paranhos.

Ecologia e tecnologia

Em relação ao modelo educacional, em cada gestão são implantadas ideias diferentes. Na gestão Lísias Tomé, a aposta foi adotar tijolos ecológicos nos Cmeis (Centros Municipais de Educação Infantil). O material de barro cru – que amenizaria o calor interno e economizaria em cimento – foi usado em sete estruturas, que logo apresentaram problemas de infiltração.

Já na gestão Edgar Bueno, a novidade foram os netbooks, que chegaram a ser entregues a estudantes do 5º ano, mas o projeto morreu quando tentaram ampliar a ação.

Piso nacional ao magistério

Nessa segunda-feira (26), a Câmara de Cascavel aprovou o Anteprojeto 153/2018, que reajusta a remuneração dos professores do Grupo Ocupacional Magistério, tabelas "C" e "G", para que seja possível alcançar o piso nacional da categoria, que em 2018 é de R$ 2.455,35 para jornada de 40 horas semanais.

Será concedido 5,11% de reajuste para correção do piso salarial dos profissionais do magistério do Município, pagos em quatro parcelas. O anteprojeto se refere à concessão da terceira parcela, que corresponde a 1,27% na tabela salarial paga a partir de setembro de 2018. A última parcela ainda não tem data para ser encaminhada pela prefeitura.

O impacto orçamentário do reajuste é de R$ 292.291.41 em 2018, R$ 1.612.389,46 em 2019 e representará R$ 1.714.750,03 em 2020.