Adoção: Grupo realiza ação de incentivo

O Gaac dá apoio e preparação para pessoas que ingressam com o pedido de adoção

Dia 25 de maio é celebrado o Dia Nacional da Adoção, e, para marcar a data, incentivar esse ato de amor e esclarecer dúvidas a respeito do assunto, o Gaac (Grupo de Apoio a Adoção de Cascavel) realiza neste sábado, das 9h às 12h30, em frente à Catedral Nossa Senhora Aparecida, uma ação com adesivaço, entrega de panfletos e atendimento a pessoas interessadas em ingressar com pedido de adoção. “Uma equipe preparada vai esclarecer todas as dúvidas em relação à adoção. Teremos também psicóloga, que pode explicar como funciona todo o processo, documentação e toda a preparação que é necessária para a chegada de um filho. Por outro lado, também temos a orientação para as mamães que por ventura não querem ficar com as crianças para que saibam como informar sobre essa vontade antes mesmo do nascimento do bebê, para que seja feito um acompanhamento seguro e saudável da mãe e da criança”, explica a presidente do Gaac, Giseli Plasse.

O Gaac dá apoio e preparação para pessoas que ingressam com o pedido de adoção desde antes de ele ser formalizado até após a adoção. “Nós temos uma estrutura muito bacana e completa que orienta quem quer adotar. Temos profissionais de diversas áreas que trazem informações e vivências a quem nos procura e que fazem toda a diferença nesse momento tão especial, que ao mesmo tempo é tão complexo e cheio de dúvidas”, afirma Giseli.

Preparação completa

O consultor empresarial Muriel de Souza e a esposa contam a experiência de adotar o primeiro filho: “Eu e minha esposa começamos a frequentar os encontros do Gaac dois anos e meio antes de adotarmos nosso filho e nunca mais paramos. O processo de adoção é todo orientado pelo Fórum, mas a preparação real, ampla e com vivência nós tivemos através do Grupo. Tivemos orientação de profissionais de todas as áreas, ouvimos depoimentos de pais que tiveram as mais diversas experiências com a adoção, enfim, foi uma preparação completa. Aprendemos a ser pais e a estar preparados para receber um filho”.

Adoção tardia

Muriel de Souza adotou um menino recém-nascido que hoje tem um ano e nove meses. Agora, os planos são de aumentar a família: “Em um ano nós queremos dar entrada em um novo pedido de adoção, mas desta vez de uma criança acima dos dez anos. A resistência pela adoção tardia, ou seja, de crianças que não são bebês e de perfis variados talvez seja o maior problema da adoção no Brasil. Hoje nós temos 48 mil pessoas na fila de adoção no País e temos 7.800 crianças aptas a serem adotadas, a conta não fecha. A maioria tem um perfil muito específico de criança que quer adotar e enquanto isso muitas estão à espera de um lar. Principalmente crianças acima de oito anos, por exemplo”, reforça Muriel.

De acordo com dados do Cadastro Nacional de Adoção do Conselho Nacional de Justiça, na Vara da Infância de Cascavel estão cadastradas 43 crianças, 17 meninas e 26 meninos; dessas, 29 são brancas, 1 negra e 13 pardas; três delas têm de 6 a 10 anos de idade; 15 têm de 11 a 15 anos e acima dos 15 anos há 11 aptos a serem adotados.

“Existe muito preconceito na adoção de crianças que já vêm com uma história de vida. A maioria das pessoas quer uma criança como se fosse uma página em branco. Mas o trabalho do Gaac nos ensina a receber uma criança que já vem com toda uma história e a acolher e a ajudar a continuar escrevendo essa história”, relata Muriel.

O consultor que se orgulha da escolha que fez: “A adoção é uma experiência muito gratificante. Eu poderia ter iniciado um tratamento para ter filhos biológicos, mas a adoção é tão natural para mim por já ter casos na família. A grande questão diante da adoção é que estamos olhando pelo viés oposto. Nós precisamos entender que não somos nós que estamos na fila lutando pelo direito de ter um filho, mas são as crianças que têm o direito de ter uma família, e independente de cor, raça ou idade”.

 Reportagem: Cláudia Neis



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