Terra Roxa – A Casa do Horto Municipal, que antes era local para encontros de famílias e realização de cursos profissionalizantes, está completamente abandonada pela administração de Terra Roxa. Moradores vizinhos dizem que o local agora é ponto de encontro de marginais e para consumo de drogas. A situação é tão assustadora que até assassinatos já ocorreram no local.

Uma das moradoras disse que a casa está abandonada há mais de cinco anos e que várias vezes foi à prefeitura pedir providências, mas que até agora nada foi feito. “Falei até com o prefeito Altair [de Pádua], ele me respondeu que não poderia fazer nada, pois a casa está dentro de uma reserva ambiental. Como assim? Se é uma reserva, então é só demolir a casa, que não está servindo para nada, e plantar árvores”, reclama, indignada. E acrescenta: “Pedi também para que pelo menos cercassem o local, mas até hoje nada foi feito, e nós ficamos reféns da situação”.

Ela denuncia ainda que o local se transformou num gigante criadouro do mosquito da dengue. “Somos quatro pessoas na família, três já tiveram dengue, eu, por exemplo, duas vezes. Faço a minha parte limpando meu quintal, mas a prefeitura, que fiscaliza e exige dos moradores, não faz a parte dela, e nós temos que ficar torcendo para que ninguém da família fique doente mais uma vez”.

Epidemia

Em maio, Terra Roxa viveu uma epidemia de dengue com a confirmação de 414 casos. Sozinho, o Município registrou mais da metade dos casos de dengue na 20ª Regional de Saúde, com um índice de infestação, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde de Terra Roxa, de 3,5%, ou seja, 3,5 vezes o preconizado pelo Ministério da Saúde.

Falta de incentivo

Pelas ruas da cidade, moradores reclamam da inércia da atual administração: “Como na próxima eleição ele não pode ser candidato, não está fazendo nada, a não ser pintar meios-fios e maquiar a cidade para deixá-la ‘bonitinha’. Investimentos que tragam empregos até agora nada. Muitas pequenas empresas familiares de costura fecharam as portas por falta de incentivo. Só sobraram as grandes, que sobrevivem por conta própria e não dependem da prefeitura”, disse um cidadão que pediu para não se identificar.

A equipe de reportagem do Jornal O Paraná esteve na prefeitura para falar com o prefeito Altair de Pádua, esperou por mais de duas horas, mas ele não fez questão de atender.