
VenezuelaOs chanceleres da Argentina, Susana Malcorra, do Brasil, José Serra, do Paraguai, Eladio Loizaga, e do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa, querem avançar numa negociação que começou no século passado. As primeiras conversas foram feitas em 1999.
Para tentar catalizar esse processo, os ministros já rascunharam um comunicado, que será divulgado após o encontro. De acordo com uma fonte do governo brasileiro, eles ressaltarão que um acordo com os europeus é prioridade para o bloco, que alinhou-se depois das trocas de governo no Brasil e na Argentina.
Eles devem afirmar que a situação da economia global faz com que seja cada vez mais necessário aprofundar o processo de integração do Mercosul e a inserção das empresas dos países do bloco nas cadeias globais de produção.
Nessa estratégia, fechar um acordo com os europeus – que diminuíram o ritmo das negociações nos últimos anos – é essencial. Os ministros devem argumentar que a relação dos países do bloco com o continente é intensa por tradicional histórico, cultural, comercial e investimentos.
Ressaltarão ainda o potencial das economias e a complementaridade entre os países europeus e do Mercosul, ou seja, esses países possuem produções complementares. Por isso, a União Europeia é vista como prioridade na estratégia de integração internacional do bloco.
Segundo a fonte ouvida pelo GLOBO, uma das grandes expectativas de avanço nessas negociações é a a Sessão XXVI do Comitê de Negociações Bi-regionais (CNB) que será realizada no mês que vem em Bruxelas. As discussões que serão feitas são sobre a troca de ofertas de acesso mercados de bens, serviços e compras governamentais.