A Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores de Cascavel pede esclarecimentos ao reitor da Unioeste, Paulo Sérgio Wolff, sobre leitos ociosos no HU (Hospital Universitário) de Cascavel, ao mesmo tempo em que há um cenário de superlotação nas UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento). O problema, segundo os vereadores, é recorrente e se agrava pela demora nas transferências ao hospital. Caso a Reitoria não se manifeste satisfatoriamente, os vereadores vão acionar o Ministério Público.

O presidente da comissão, o vereador Roberto Parra (MDB), visitou o HU com os vereadores Policial Madril (PMB) e Jorge Bocasanta (Pros) ontem e encontrou 22 leitos gerais vazios e seis da recém-inaugurada Ala G2 da Enfermaria desocupados. Porém, conforme Parra, os corredores da recepção estavam lotados. “Os próprios internados disseram que alguns leitos estavam vazios desde domingo (22)”, contou.

Em contrapartida, relatório divulgado ontem pela prefeitura revela que um paciente está há 55 dias “clicado” na UPA Brasília à espera de um leito hospitalar.

Ala G2

Parra lembrou que a Ala G2 da Enfermaria – 30 leitos – foi aberta justamente para desafogar as UPAs.

Além disso, a Comissão de Saúde cobra a ampliação no número de exames, já que o hospital possui equipamentos de última geração. “Pode até ser feito uma parceria com o Município e diminuir o tempo de espera por estes procedimentos”, ressalta.

Silêncio

O reitor da Unioeste foi procurado pela reportagem ontem, mas a assessoria de comunicação da universidade disse que ele e a direção do hospital, inclusive a da gestão anterior, de Edson Souza, estavam reunidos no gabinete para discutir o melhor fluxo desses leitos. A promessa é de que hoje o reitor conceda entrevista coletiva.