Cascavel – Sessenta mil doses das vacinas pediátricas contra a Covid-19 para as crianças de 5 a 11 anos chegam nesta sexta-feira (14) nas primeiras horas do dia no Paraná. Assim que chegarem, as doses serão encaminhadas ao Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar) e encaminhada aos municípios, segundo informou nesta quinta-feira (13) o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

As vacinas fazem parte do primeiro lote da Pfizer/BioNtech que chegou ao Brasil nesta quinta-feira (13), um total de 1,248 milhão de doses. No Paraná, devem ser imunizadas 1.075.294 crianças e a vacinação vai atender diretrizes semelhantes às dos adultos. O público infantil foi incluído no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, no âmbito do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e serão em duas doses, com intervalo de oito semanas.

A imunização começa pelas crianças com comorbidades e deficiência permanente, seguidas de indígenas e quilombolas, as que vivem em lares com pessoas com alto risco para evolução grave de Covid-19 e, então, em ordem decrescente de idade: iniciando pelos 11 anos até chegar aos 5 anos.

Beto Preto reforçou que essa é uma nova etapa da campanha e que todo o Estado está preparado para fazer uma grande mobilização e proteger as crianças. A previsão é que até março todas as crianças estejam imunizadas.

A chefe da 10ª Regional de Saúde de Cascavel, Lilimar Mori, disse que a previsão é que as vacinas cheguem neste fim de semana em Cascavel e que a aplicação comece já na próxima semana nos municípios que fazem parte da Regional. Nesta sexta-feira (14) ocorre uma reunião com secretários de saúde e coordenadores de sala de vacina dos municípios, para passar as orientações da vacinação.

Segundo Lilimar, para aplicar a vacina, o profissional deverá ter participado da capacitação online, que foi disponibilizada pelo Ministério da Saúde e seguir todos os protocolos que a situação exige. “Vamos repassar todos os dados específicos para que os municípios estejam preparados”, falou.

Recomendações

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) divulgou no início do mês, uma série de recomendações sobre a vacinação infantil. A agência sugere que a imunização ocorra em sala separada da de adultos e que a vacina não seja administrada no mesmo período de outras do calendário. Por precaução, é recomendado intervalo de 15 dias.

A Anvisa também recomenda que seja evitada a vacinação de crianças no esquema drive-thru (dentro do carro); que as crianças fiquem em observação no local por 20 minutos após receber a dose; e que os profissionais de saúde informem os pais sobre possíveis efeitos adversos do imunizante, como dor, inchaço no local da aplicação e febre.

O governo brasileiro encomendou 20 milhões de doses de vacina, todas da farmacêutica Pfizer. A dose para crianças será diferente da aplicada em pessoas a partir de 12 anos. Os frascos terão cores distintas para evitar erros na aplicação. A embalagem do imunizante para crianças tem a cor laranja e para adultos, roxa.

Vacinação monitorada

Em pronunciamento nesta quinta-feira (13) o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que a campanha de imunização infantil contra Covid-19 será monitorada para identificar possíveis reações adversas às vacinas, lembrando que a vacina da Pfizer já foi aplicada em milhões de crianças em outros países e não tem apresentado problemas.

Queiroga destacou que, apesar de recentes, essas vacinas têm sido aplicadas nos principais sistemas de saúde do mundo. Nos Estados Unidos foram aplicadas mais de 8 milhões de doses e não têm sido notificados eventos adversos maiores. “O que sabemos até o momento é que existe segurança atestada não só pela Anvisa, mas por outras agências regulatórias, para aplicação dessas vacinas”, disse o ministro.

Ômicron

Queiroga também destacou que a vacinação dos brasileiros contra a covid-19 deixa o país preparado para enfrentar a variante Ômicron do coronavírus e outras que possam surgir no futuro. “Países que estão fortemente vacinados, como o Brasil, tem mais possibilidades, de passar pela variante Ômicron e outras variantes que surjam desse vírus que tem uma grande capacidade de gerar mutações”, afirmou.

O ministro reforçou a importância da vacinação para evitar internações e agravamento da doença, já que a grande maioria dos internados não estão vacinados. “Nós assistimos no Brasil, nos últimos seis meses, queda muito significativa de óbitos, fruto das políticas públicas e da campanha de vacinação”, acrescentou.

Por isso, o ministro pediu para aqueles que ainda não tomaram a segunda dose ou a de reforço para que procurem os pontos de imunização. “É necessário reafirmar a orientação para aqueles que não tomaram a segunda dose ou a dose de reforço, que procurem a sala de vacinação para completar o esquema de vacinal”, ressaltou.

Lilimar Mori, chefe da 10ª Regional de Saúde reforçou que os 25 municípios da Regional já receberam os testes rápido da Covid-19 e se for

necessário, o próprio município fornece aos hospitais, ou para os serviços de saúde que solicitarem. Pacientes que chegam com os sintomas gripais são testados com o teste rápido, se der negativo, o médico trata como síndrome gripal e prescreve o medicamento Oseltamivir, conhecido como Tamiflu.

 

Covid 19: Toledo volta matriz de risco vermelha devido ao aumento de casos

 

Toledo – O aumento dos casos de Covid-19 confirmados em Toledo, que apontam uma maior circulação viral fez com que o Centro de Operações Emergenciais da cidade mudasse a matriz de risco de amarela para vermelha, indicando alto risco de contágio. Na última semana foram 276 casos confirmados em relação a semana anterior que tinha apenas 15. Nesta semana, em apenas um dia, 180 casos foram confirmados.

Segundo o diretor-geral da Secretaria Municipal de Saúde, Fernando Pedrotti, a indicação de risco é uma forma de sinalizarmos para a população a importância de reforçar os cuidados. As pessoas precisam compreender que existe uma situação preocupante por conta da alta circulação viral.

Ele lembrou que a vacina está à disposição em todas as unidades básicas de saúde do município. “As pessoas vacinadas estão menos suscetíveis à forma grave da doença. Estamos observando o aumento dos casos, porém o número de internados em enfermaria e unidade de terapia intensiva não tem acompanhado essa alta, como em momentos anteriores”, salientou, reforçando ainda a importância de manter sempre os cuidados com a doença.