Uma cozinheira de mão cheia

Fumi Inomata - Nascimento: 07/01/1941 - Falecimento: 01/01/2020

Fumi Inomata nasceu em Bauru (SP) e lá viveu até os 19 anos, quando os pais decidiram “tentar a vida” no Paraná, nos idos de 1960. No Estado, a família da jovem estabeleceu morada em Ubiratã.

Por meio de conhecidos, Fumi foi apresentada a Tokio Inomata, o homem com quem se casou em 1968, mesmo ano em que ela veio morar em Cascavel. “O meu pai já morava em Cascavel, então, quando eles se casaram, a minha mãe veio para cá também”, conta Ricardo, filho do casal.

E foi aqui que eles começaram a própria família. Tiveram três filhos: Cláudio, Ricardo e Edson.

Fumi dedicou sua vida aos filhos e, assim como aprendeu com sua família, passou os ensinamentos da cultura japonesa para seus descendentes.

Ricardo lembra que a mãe gostava de ficar em casa, cuidando das plantas e da família, e que era uma cozinheira de mão cheia. “Ela gostava de fazer comida para todos… fazia bastante comida japonesa”.

Para ele, o prato que mais sentirá saudade é o sushi que sua mãe fazia. “O sushi dela era diferente, era especial”.

Determinada

Fumi Inomata é descrita pelo filho Ricardo Inomata como uma mulher determinada e muito envolvida com a família. “Ela esteve presente em todos os momentos, nas formaturas, nos casamentos, nos batizados… ela fazia questão de jamais perder nada”.

Sempre que possível, a família toda se reunia aos domingos.

Para Ricardo, a palavra que melhor define a mãe e o amor que ela sentia pela família é “batian”, que significa avó na língua japonesa.

A despedida

Fumi Inomata fez tratamento contra o câncer de mama há quatro anos, porém, em maio de 2019 o câncer voltou, mas dessa vez se espalhou pelo corpo.

De acordo com Ricardo Inomata, a família percebeu que a ponta de um dos dedos da mãe estava escura e a levou fazer uma bateria de exames para descobrir o que era a mancha. Os resultados revelaram que o câncer estava de volta. Desde então, ela estava em tratamento.

Fumi ficou internada várias vezes por conta da quimioterapia. Ricardo lembra que, a conselho do médico, nos últimos 20 dias a mãe ficou em casa. “O médico disse que, se ela fosse para o hospital, ela ficaria na UTI, entubada…”

Assim, Fumi faleceu em casa, no dia 1° de janeiro deste ano, seis dias antes de completar 79 anos. Ela deixou o marido, três filhos, três noras e seis netos.

 



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